Bolsonaro chegou a ser intubado em UTI; presidente ficará internado em SP

A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro. Presidente passará por "tratamento conservador", segundo o hospital

frente de hospital onde bolsonaro ficará internado em são paulo
Legenda: O presidente chegou a São Paulo no início da noite desta quarta-feira (14). Ele ficará internado no Hospital Vila Nova Star pelos próximos dias
Foto: Pablo Mundim/TV Brasil

Internado com quadro de obstrução intestinal nesta quarta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e chegou a ser intubado. A informação foi divulgada pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em entrevista à rádio Jovem Pan.

O presidente foi transferido para São Paulo, onde chegou na noite desta quarta, e ficará internado no Hospital Vila Nova Star, zona sul da capital, pelos próximos dias. Nota divulgada pelo hospital diz que Bolsonaro terá "inicialmente" um "tratamento conservador".

"Ele fez alguns exames de imagens também, em que foi constatado um entupimento no seu intestino, com muito líquido no estômago. Então isso tudo foi monitorado. Ele foi realmente para uma Unidade de Tratamento Intensivo, sim, para ficar em observação com cuidados melhores. Chegou a ser intubado, sim, para evitar que ele broncoaspirasse o líquido que estava vindo do seu estômago. Isso já havia acontecido em cirurgias passadas, por precaução, nada de grave", disse o senador.

Mais cedo, Flávio disse a jornalistas que o pai estava se sentindo bem após a internação no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

Segundo o senador, o presidente ficará em observação por três dias, para analisar a necessidade de procedimentos adicionais, inclusive uma eventual nova cirurgia. Ainda de acordo com Flávio, não há definição se o presidente terá de se licenciar do cargo. 

Internação em São Paulo

Em nota à imprensa, o hospital Vila Nova Star afirmou que Bolsonaro foi submetido a avaliações clínica, laboratoriais e de imagem e que a equipe médica decidiu dar andamento a ações de tratamento que não envolvem, ao menos por ora, uma operação.

Segundo o comunicado, o presidente foi "diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal", mais cedo, no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O quadro está relacionado à obstrução de partes do intestino.

"Após avaliações clínica, laboratoriais e de imagem realizadas, o presidente permanecerá internado inicialmente em tratamento clínico conservador", afirmou o hospital. A nota, assinada pelo médico-cirurgião Antônio Macedo e por mais quatro médicos responsáveis pelo tratamento do presidente, não informa quanto tempo vai durar a internação.

A ambulância com o presidente chegou ao hospital na zona sul de São Paulo às 19h37. O comboio presidencial partiu do aeroporto de Congonhas, onde a comitiva desembarcou.

Bolsonaro fala de atentado

Em postagem no Instagram feita por volta das 16h, o presidente tratou o assunto como "consequência da tentativa de assassinato" ocorrida nas eleições de 2018. 

Segundo ele, o ato ocorreu "para impedir a vitória de milhões de brasileiros que queriam mudanças para o Brasil" e foi um "atentado cruel" para ele e a democracia do País.

Na postagem, Bolsonaro também agradece o apoio e as orações. "É isso que nos motiva a seguir em frente e enfrentar tudo que for preciso para tirar o país de vez das garras da corrupção, da inversão de valores, do crime organizado, e para garantir e proteger a liberdade do nosso povo", escreveu.

Ele finaliza pedindo que Deus abençoe e siga iluminando a nação, enviando abraço ao público. Nos comentários, diversos políticos aliados, como os deputados federais Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, o senador Luís Carlos Heinze e o deputado estadual do Ceará André Fernandes desejam melhoras.

Internação em Brasília

Nesta quarta, Bolsonaro deu entrada no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, para realizar exames. Ele estava se queixando de soluços persistentes e, por orientação da equipe médica, foi encaminhado para a unidade.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que ele deveria permanecer sendo observado por um período de 24h a 48 horas. O texto indicou que o presidente passava "bem".

No entanto, conforme fontes relataram à CNN e ao G1, o chefe do Executivo federal teria reclamado, também, de dores abdominais. Em razão dos acontecimentos, uma reunião prevista para as 8h desta quarta foi cancelada.

Dias de soluços

O presidente afirmou, na noite dessa terça (13), estar com crise de soluço há 11 dias. O assunto também foi pauta em entrevista do mandatário à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, na última semana.

"Peço desculpa a todos que estão me ouvindo, porque eu estou com soluço já tem cinco dias. Eu fiz uma cirurgia para implante dentário no sábado [3 de julho], já aconteceu comigo no passado, talvez, em função dos remédios que eu estou tomando, eu estou 24 horas por dia com soluço".

O âncora da rádio chegou a aconselhar o gestor a levar um susto — medida popular para acabar com a crise. Bolsonaro, em resposta, teria dito não estar "assustado com nada que acontece no Governo".