Porto do Pecém anuncia nova rota de exportação de frutas para Espanha

Segundo a gestão do Cipp, o serviço começará no próximo dia 16 de agosto e deverá ir até fevereiro de 2020. A rota será direta

Legenda: Melão, manga e uva deverão ser os principais produtos exportados pela nova rota do Porto do Pecém para a Espanha
Foto: Foto: Kid Junior

A partir do próximo dia 16 de agosto, o Porto do Pecém deverá operar uma nova rota de exportação de frutas frescas. Segundo a gestão do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a nova frequência deverá levar produtos para o sul da Espanha, pelo Mar Mediterrâneo, de forma direta. O serviço deverá seguir até fevereiro de 2020.

A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (16), após reunião dos principais players envolvidos no processo.

As negociações envolveram a autoridade portuária, órgãos competentes, e armadores e despachantes aduaneiros. O objetivo é atender a demanda do mercado europeu pela a safra de 2019 e 2020.

Entre os produtos enviados à Espanha estão, principalmente, o melão, produzido no Ceará e no Rio Grande do Norte; a manga e a uva, provenientes do Vale do Rio São Francisco.

Itinerário

A nova rota fará a primeira escala em Valência (9 dias) e depois seguirá para Barcelona (11 dias); Genova (13 dias); Livorno (15 dias); e Gioia Tauro (16 dias). O novo serviço também deverá permitir o transbordo dos contêineres de frutas para países no Oriente Médio.

Otimização

Além do novo serviço, para otimizar o processo de exportação durante a safra de frutas, o Cipp firmou um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para ceder, temporariamente, pessoal para atuar no escritório localizado no Porto do Pecém.

“A nova rota para a Europa e Oriente Médio é mais um resultado do esforço que estamos fazendo, em meio a todos os investimentos, para tornar o Complexo Industrial e Portuário do Pecém cada vez mais atrativo para as empresas que acreditam que podemos  transformar o Pecém no portão de entrada e saída das cargas da região Nordeste”, disse Danilo Serpa, CEO do Cipp.