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Mesmo com bons resultados, setor demonstra cautela

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Proprietário da Di Poly aponta a concorrência com a China como o grande empecilho ao desenvolvimento da indústria de óculos no Ceará, devido ao baixos preços operados pelos importadores
Foto: Foto: Bruno Gomes

A atual crise econômica também foi sentida pelo setor industrial de óculos. Pasquale Dallo, fundador e diretor de produção da Di Poly, analisa que todo o País sentiu com o atual momento econômico e relata que os clientes que têm quiosque em shopping e compram seus produtos comentam a recessão. "No segmento de armações de graus, sentimos menos, cerca de 10%, pois é um produto necessário. Já na parte solar foi uns 30%", contabiliza.

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Mesmo com a queda, ele sente que as pessoas estão viciadas em óculos porque é moda. "Pode demorar um pouco mais na hora da troca, mas há procura", comemora. O empresário ressalta que antes de "estar na moda" é indispensável a qualidade do material utilizado na confecção do produto por conta da proteção a radiação da camada de ozônio. A Di Poly utiliza as lentes Zeiss na composição dos óculos.

Concorrência

Dallo preocupa-se com esta questão de saúde, pois os produtos vendidos pelos camelôs, em média a R$ 15, não tem nenhuma proteção. "Se o camelô compra o óculos a R$ 1 e uma lente de proteção solar custa no mínimo R$ 3. A população está comprando uma coisa que futuramente vai prejudicar a saúde", alerta o empresário. Entre os clientes atuais, uma marca da Belo Horizonte, Minas Gerais, que compra uma linha exclusiva no sistema private label, de colocar o nome da marca que comercializa, e outro que revende na Paraíba e em Fortaleza os produtos da empresa.

Os clientes externos e as lojas próprias absorvem toda produção de 500 peças ao mês. Entre os anos 1990 e 2000, a Poly chegou a ter cinco representantes espalhados pelo Brasil e produzia entre 4 e 5 mil unidades mensalmente.

"A partir da entrada da concorrência chinesa não deu mais para acompanhar. Eles tinham preço muito inferior ao nosso e vendiam mais. A gente ficou com uma fábrica e uma loja na época", lembra.

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