Correia transportadora da CSP: 25% executados
Trabalhos devem ser acelerados para que equipamento fique pronto antes do início da operação da CSP
A instalação da nova correia transportadora de minérios no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) está com um quarto de sua execução pronta. A esteira será utilizada para transportar minério de ferro, entre outros granéis sólidos de alta densidade, às empresas do complexo, especialmente a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O prazo de entrega do equipamento é de 30 meses, contados desde outubro passado, quando os serviços foram iniciados pelo consórcio formado pelas empresas Normatel Engenharia e Koch do Brasil.
Caso a conclusão se desse somente no fim desse prazo, a correia só estaria pronta em 2017, mais de um ano após o início programado para as operações da CSP. Como a siderúrgica precisará da esteira para receber o minério e transformá-lo em aço, as obras deverão ser aceleradas.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), com 25,61% da execução pronta, a esteira está, no momento, tendo em atividade seus trabalhos nos pilares de sustentação e fabricação do transportador. Já foram feitos serviços preliminares como as obras civis das fundações das torres de transferência e a fabricação da estrutura da correia. A estrada de serviço já está concluída.
Capacidade
A capacidade nominal de transporte da correia é de 2.400 toneladas/hora. Ela será do tipo tubular (impedindo a dispersão do produto pelo meio ambiente). O equipamento partirá do berço externo do Terminal de Granéis Sólidos do Terminal Portuário do Pecém, localizado no município de São Gonçalo do Amarante, até o ponto de entrega (Torre de Transferência) onde as empresas que utilizarão o insumo farão o transporte aos seus pátios de matérias-primas, na área do Cipp, percorrendo um traçado de 8,9 quilômetros.
Atrasos acumulados
A instalação da correia já acumula atrasos por conta de uma suspensão no processo de licitação da obra, devido a questionamentos em relação ao preço estabelecido em edital. Depois de resolvida essa questão, houve mais atrasos por questões ambientais. A correia já possuía sua ordem de serviço emitida desde outubro de 2013, mas as atividades não foram iniciadas porque a Seinfra decidiu solicitar uma revisão da Licença de Instalação (LI), já expedida para o equipamento.
A revisão foi pedida para evitar que ocorressem os mesmos problemas registrados na primeira esteira, que transporta carvão mineral para a Termelétrica Porto do Pecém Geração de Energia S/A. Esta teve, em julho de 2013, suas operações embargadas Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), após terem sido identificadas dispersão de materiais e nível de ruídos sonoros acima do aceitável no descarregamento de dois navios com carvão mineral. A revisão da Licença de Instalação saiu em junho do ano passado.
O investimento na correia é de R$ 212 milhões pago com recursos do Governo do Estado e de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Sérgio de Sousa
Repórter