Cesta básica sobe em Fortaleza e continua como a mais cara do Nordeste

Segundo dados do Dieese, o conjunto da alimentação básica na capital cearense foi avaliado em R$ 532,21, o que representa uma alta mensal de 1,32%

Legenda: Entre os meses de abril e maio deste ano, os produtos que tiveram as maiores altas foram o tomate (5,57%), o açúcar (4,78%), e o café (4,52%)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O conjunto básico de alimentos em Fortaleza ficou mais caro em maio deste ano. De acordo com relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica na capital cearense teve uma alta de 1,32% em no mês passado ante abril de 2021, chegando ao patamar de R$ 532,21. 

Com essa flutuação de preços, a cesta básica de Fortaleza continuou como a mais cara do Nordeste entre as capitais pesquisadas pelo Dieese. A pesquisa também analisou os dados em Natal (R$ 501,70), João Pessoa (R$ 491,63), Recife (R$ 480,80), Salvador (R$ 470,43) e Aracaju (R$ 468,43).

Considerando o salário mínimo vigente no País, de R$ 1.100, o Dieese calculou que um trabalhador, em Fortaleza, precisou despender 106 horas e 26 minutos da jornada mensal apenas para pagar os gastos com a alimentação básica. O relatório ainda fala que o gasto com alimentação de uma família padrão, considerada como sendo composta por 2 adultos e 2 crianças, seria de R$ 1.605,63. 

Principais mudanças 

Entre os meses de abril e maio deste ano, os produtos que tiveram as maiores altas foram o tomate (5,57%), o açúcar (4,78%), e o café (4,52%).

Já a banana (-4,02%), o arroz (-0,99%) e o feijão (-0,11%) foram os itens que apresentaram a maiores reduções percentuais, ficando mais baratos para o consumidor. 

Variações anuais

No contraponto à variação mensal, a cesta básica em Fortaleza ficou 1,32% mais barata nos últimos 6 meses. Contudo, o conjunto da alimentação básica acumula uma alta de 16,92% nos últimos 12 meses, na comparação entre maio de 2020 e igual período deste ano. 

No ano passado, a cesta básica custava R$ 455,18, contra os R$ 532,21 neste ano. 

Na série dos últimos 12 meses, apenas o tomate (-11,48%) apresentou redução de preço. Todos os outros itens ficaram mais caros, com os destaques para o  óleo (82,51%), o arroz (55,77%) e a carne (30,46%).

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