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Ceará lidera exportações de rosas no País

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
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Foto: André Lima

Até novembro deste ano, o setor exportou, pelo Terminal Portuário do Pecém e pelo Porto do Mucuripe, um total de 107.860 toneladas de flores tropicais e 175.157 toneladas de rosas.

O Ceará é o maior exportador de rosas do País e o segundo, no ranking nacional de produção de flores. A posição foi ocupada no meio deste ano e consolida o Estado como um dos maiores produtores do País no segmento da floricultura. Os números confirmam o desempenho: até novembro deste ano, os empresários do setor exportaram, pelo Terminal Portuário do Pecém e pelo Porto do Mucuripe, um total de 107.860 toneladas de flores tropicais e 175.157 toneladas de rosas.

As exportações de flores produzidas no Ceará deverão atingir, até o final de 2005, divisas no valor de US$ 7 milhões, crescendo 350% comparando com a marca de US$ 2 milhões a ser atingida ao final de 2004, significando crescimento de 81% em relação ao total exportado em 2003, no valor de US$ 1,1 milhão. Em 2002, as exportações somaram apenas US$ 442 mil.

Os dados foram apresentados, na manhã de ontem, pelo titular Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado (Seagri), Carlos Matos Lima, na abertura do seminário “O Mercado Americano para Flores e Plantas Ornamentais”. O evento foi realizado na sede da Seagri, em parceria com a Agência de Promoção de Exportação do Brasil (Apex) e Instituto Agropólos do Ceará. Hoje, 78% das exportações de flores do Estado vão para a Holanda, que distribui para todos os países da Europa, vindo, a seguir, os Estados Unidos, com 7,5%, Alemanha e Portugal com 6% cada. “Nossa proposta é exportar 50% para Holanda e 50% para os Estados Unidos”, anuncia Carlos Matos.

Na oportunidade, a bióloga Marta Pizano, consultora internacional de Bogotá, na Colômbia, apresentou os estudos realizados sobre o mercado norte-americano e as possibilidades para os produtores cearenses. Para o secretário Carlos Matos, o seminário serviu para despertar a cadeia produtiva de flores do Estado sobre as potencialidades da floricultura cearense exportar mais para os Estados Unidos, “mercado de 240 milhões de habitantes, com alto potencial de consumo per capita”.

Na opinião do secretário, o Ceará tem poder de competitividade em flores temperadas, flores tropicais, folhagens e bulbos. A luminosidade natural permite a produção de flores com cores mais vivas, o ano inteiro. No Ceará, as rosas são colhidas, em média, com 45 dias. O Estado alcança hoje a marca de 180 botões de rosas por metro quadrado em um ano, podendo chegar a 220 botões.

PLANTIO - A área de plantio da floricultura cearense evoluiu de 19 hectares, em 1999, para 160 hectares em 2004, significando incremento superior a 752%. Para 2005, esse espaço será acrescido em mais 50 hectares, totalizando 210 hectares. Os pólos de produção do Estado estão localizados nas serras, vales e no litoral, com destaque para os agropólos da Região Metropolitana de Fortaleza, Ibiapaba, Cariri, Baixo Jaguaribe e Maciço de Baturité.

As flores tropicais exportadas pelo Estado este ano foram produzidas na Ibiapaba (70%), 20% no Maciço de Baturité e 10% nos Agropólos Metropolitanos, informa Carlos Matos. Para o secretário, a tendência do mercado americano é comprar rosas de menor tamanho, de seis centímetros de diâmetro, compradas hoje no próprio Ceará, no Quênia e em Zimbabwe.

Os Estados Unidos, segundo a bióloga Marta Pizano, é o segundo maior importador mundial, atrás apenas da Alemanha, movimentando, anualmente, mais de US$ 1,1 bilhão. A Colômbia é o principal parceiro norte-americano, participando com 58% das importações do País. Equador responde por 31%, mas os americanos também importam flores — rosas e crisântemos, principalmente — do México, Guatemala, Holanda e Canadá. A bióloga garante que cerca de 61% das flores vendidas nos Estados Unidos são importadas e 95% das espécies temperadas

Luciberto Forte

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