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Negócios locais devem somar R$ 520 milhões

Valor previsto pela CSP para este ano é mais que o dobro do investido nas aquisições locais ao longo de 2016

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Instalada na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, a CSP exporta placas para diversos países, como Tailândia, Itália, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra
Foto: Foto: Helene Santos

Tendo investido R$ 254 milhões em compras de fornecedores locais ao longo do ano de 2016, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deve mais que dobrar o aporte nessas aquisições em 2017. "Nós temos neste ano previsto para comprar aqui no Ceará R$ 520 milhões. Tentaremos sempre ampliar isso, mas acho que agora os grandes contratos, com os grandes fornecedores já estão feitos e qualquer incremento será feito marginalmente, mas não vamos parar de procurar isso", destaca o presidente da companhia, Eduardo Parente.

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A CSP irá movimentar mais de 8 milhões de toneladas de matérias-primas por ano, e o Ceará será destaque na venda de fundentes para o empreendimento, que tem uma demanda interna de mais de 1 milhão de toneladas por ano desse tipo de material. A Companhia irá adquirir 4,8 milhões de toneladas por ano de minério de ferro e pelotas do mercado nacional. Aproximadamente 2,4 milhões de toneladas anuais de carvão serão importadas pelo empreendimento.

Embora grande parte do fornecimento para a CSP seja proveniente de fora do Estado e do País, a companhia busca uma aproximação em relação às fontes de matéria-prima.

Minério do Ceará

"Só para darmos um exemplo muito emblemático: a gente compra minério de ferro, o melhor do mundo, que é de Carajás (PA). Existem poucas siderúrgicas do mundo que trabalham com o volume proveniente de Carajás que a gente trabalha. É mais caro para os outros, para a gente não é. Nós estamos conseguindo uma eficiência muito grande por conta disso. Mas existe uma mina aqui no Ceará (em Quiterianópolis). Trouxemos um primeiro carregamento de 10 mil toneladas aqui do Ceará para experimentar", afirma.

A CSP já atraiu empreendimentos como a unidade de processamento de escória da Phoenix, que investiu R$ 198 milhões de reais no sítio da Siderúrgica para instalar a fábrica.

Com produção crescente, a Companhia Siderúrgica do Pecém prevê exportar 1,563 mil toneladas de placas durante o primeiro semestre deste ano.

"Os principais países que estão consumindo placas nossas são Tailândia e Itália. Mas tem Coreia do Sul, Estados Unidos Alemanha, Inglaterra, e depende da situação específica de cada uma dessas siderúrgicas. Umas são feitas para consumir placas e outras estão vendo oportunidade de comprar nossos produtos pela qualidade", explica o presidente da Companhia.

Energia

Além de eficiência produtiva, a CSP também vem obtendo bom desempenho em termos energéticos a partir de sua planta termelétrica. O excedente de 20 megawatts/ hora (MWh) foi comercializado para o mercado livre em 2016, rendendo R$ 10 milhões à Siderúrgica do Pecém.

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