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Correia receberá investimento de R$ 90 milhões

Projeto de conserto foi aprovado pelo Ibama e deve ficar pronto até o fim deste ano, segundo informou a CSP

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: A preocupação da CSP deve-se a episódios em que a população vizinha ao traçado da correia transportadora foi afetada por pó de carvão mineral e minério de ferro - combustíveis da Siderúrgica
Foto: Foto: Helene Santos

Equipamento essencial para o funcionamento da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e das usinas termelétricas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a correia transportadora de carvão e minério de ferro deve passar por uma reforma, segundo informou, ontem, o presidente da CSP, Eduardo Parente. Para isso, serão investidos R$ 90 milhões pelos dois empreendimentos para o conserto do rolete e o ajuste do eixo da estrutura.

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Outra atitude tomada pela Siderúrgica - por meio de uma empresa criada pela CSP e as térmicas cuja função é manter a correia transportadora - foi a implementação de equipes que fiscalizam e reparam o equipamento. A limpeza, agora, é feita 24 horas, diariamente, segundo garante a Companhia, além de o número de funcionários destinados a esta função ter sido ampliado de 20 para algo em torno de 45 a 50 profissionais.

"É uma correia que tem cinco anos de uso. Foi fabricada de uma forma tubular, para apresentar o mínimo de carvão saindo da estrutura. Por isso, a gente está, neste ano, junto com as térmicas, bancando uma reforma de R$ 90 milhões na correia, para minimizar qualquer efeito que ela tenha", disse Parente.

A preocupação do executivo deve-se a episódios onde a população vizinha ao traçado da correia transportadora foi afetada por pó de carvão mineral e minério de ferro - combustíveis da Siderúrgica. A capacidade de transporte do equipamento é de 2,6 mil toneladas de material por hora. Porém, por conta de uma série de restrições, a CSP informou que reduziu para um volume de cerca de 1,2 mil a 1,4 mil toneladas por hora.

Consumo de água otimizado

Considerado um dos principais gargalos para a maioria das indústrias de grande porte do Estado na atualidade, o abastecimento de água vem sendo otimizado pela CSP a partir da perfuração de poços e, principalmente, por técnicas de reúso da água. "A gente sabia do problema da seca. O projeto da Siderúrgica foi todo feito para que nós tivéssemos um consumo de água muito menor do que um projeto normal. A gente consome muito, mas a gente consome muito menos que uma indústria como a nossa comumente consome", afirmou Parente.

De acordo com ele, a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) concedeu uma outorga de 1,5 metros cúbicos de água por segundo para a CSP. Hoje, na primeira fase de operação da usina, estão sendo usados apenas 0,3 m³/s de um total de 0,8 m³/s autorizados. A diferença, de 0,5 m³/s, não é usada pelo empreendimento, ficando para que a Cogerh redirecione o volume de água bruta para áreas mais necessitadas.

Parceria garante poços

Eduardo Parente ainda contou que os esforços da Siderúrgica para minimizar os efeitos da seca no Estado e, principalmente, o impacto do desabastecimento sobre o Cipp também resultaram em um financiamento de escavação de poços que somou R$ 13,8 milhões para a perfuração de poços profundos na região. "Tendo em vista a situação de crise, nós acertamos com o governo do Estado e vimos o que a gente podia fazer. Então, a gente financiou isso. Foi uma obra do Estado que a gente financiou para acelerar o processo (de fornecimento de água para o Cipp)", afirmou o presidente da CSP. (AOL)

Estrutura

"É uma correia que tem cinco anos de uso. Foi fabricada de uma forma tubular, para apresentar o mínimo de carvão saindo da estrutura"

"O projeto da Siderúrgica foi todo feito para que nós tivéssemos um consumo de água muito menor do que um projeto do normal"

Eduardo Parente
Presidente da CSP

Imagens do megaempreendimento
 
Capacidade de produção
 
Atualmente, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) tem capacidade para produzir três milhões de toneladas de placas de aço anualmente. Em janeiro deste ano, a Companhia teve embarque recorde de 306,7 mil toneladas de placas de aço e a previsão é exportar 1,563 mil toneladas do produto ao longo do primeiro semestre deste ano, por meio de 39 navios atracados no Pecém. As placas produzidas pela CSP já estão sendo exportadas para quatro continentes (Ásia, Europa, Américas e África). FOTOS: HELENE SANTOS

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