NESTE ANO

Ceasa projeta girar R$ 1,5 bilhão em vendas; alta de 15%

Expectativa é que sejam movimentadas 585 mil toneladas de produtos neste ano, acima do verificado em 2016

Em setembro, diversos itens vendidos na Ceasa tiveram os valores reduzidos, com destaque para a banana. Já o abacaxi teve uma das principais altas ( FOTO: CID BARBOSA )
01:00 · 13.10.2017 por Bruno Cabral - Repórter

Após uma quadra invernosa considerada "boa" no primeiro semestre no Ceará e com uma colheita acima da média dos principais emissores de frutas e hortaliças para o Estado, a expectativa é que, neste ano, o volume de hortigranjeiros movimentados na Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) apresente um crescimento de 3% a 5% em relação ao ano passado, chegando a 585 mil toneladas. Segundo Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa, o valor comercializado durante o ano, deve chegar a R$ 1,5 bilhão, alta de 15% em relação a 2016.

"No ano passado tivemos um crescimento muito tímido, mas neste ano, o volume de vendas tem aumentado mês a mês", diz Girão. "Então estamos esperando um crescimento maior do que o do ano passado devido principalmente ao quadro chuvoso melhor e à boa safra e colheita que a região Sudeste vem apresentando", diz.

Maior oferta

Segundo o analista, a melhora da quadra chuvosa já é sentida na produção de frutas regionais como manga, sapoti e carambola, que estão em plena safra.

Com o aumento da oferta, alguns dos principais produtos hortigranjeiros consumidos na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) vem apresentando queda nos preços na Ceasa.

Segundo Girão, a redução dos preços se deve ao fato de os produtos mais consumidos no mercado local estarem em plena safra. Frutas como a banana, laranja, goiaba, uva, abacaxi e manga, que estão entre os dez alimentos mais consumidos na Ceasa, entraram em safra em agosto e seguem até outubro. O mesmo acontece com as batatas inglesa e doce, a macaxeira, o tomate, vagem, chuchu, cebola e feijão.

Variação de preço

Na passagem de agosto para setembro, das 43 principais frutas e hortaliças comercializadas na Ceasa, 18 apresentaram queda nos preços, 18 apresentaram alta, e sete itens permaneceram com os mesmos preços. O preço do quilo da banana pacovan e da banana prata, por exemplo, caiu 4,3%, passando para R$ 2,20 em setembro. Já a batata inglesa, principal hortaliça comercializada na Ceasa, registrou queda de 5,5%, passando para R$ 1,70 o quilo. E o quilo da cebola pera caiu 11,1%, passando para R$ 2,00. "A banana é um dos grandes destaques dessa safra, com muita do Ceará e de Pernambuco", diz Girão.

Cenário

Além da melhora climática nas regiões produtoras, o analista da Ceasa diz que o mercado de hortigranjeiros já vem sentido sinais de melhoria também na economia. "O consumidor está acreditando mais, o varejista está comprando mais e com mais frequência. O que a gente está vendo é que a economia está melhorando lentamente, mas está melhorando, e isso está refletindo no mercado", diz Girão.

Caso a colheita se mantenha no patamar esperado, Girão diz que os preços devem manter a tendência de baixa ou, pelo menos, de equilíbrio nos próximos meses. "O Ceará perdeu bastante sua capacidade de produção nesses últimos cinco anos de seca. Mas já estamos nos recuperando lentamente. Esse ano é de recuperação, com uma boa colheita de produtos regionais".

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