Polícia volta a prender suspeito de liderar tentativa de atentado ao show de Lady Gaga em Copacabana
Luiz Fabiano da Silva, de 49 anos, já havia sido detido no último sábado (3), em Novo Hamburgo (RS)
O homem suspeito de ser um dos líderes de um plano para atentado durante show da cantora Lady Gaga no último sábado (3), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, voltou a ser preso nessa segunda-feira (5). Identificado como Luiz Fabiano da Silva, de 49 anos, ele já havia sido detido no sábado (3), em Novo Hamburgo (RS), no início da Operação Fake Monster.
A prisão preventiva do suspeito foi decretada no domingo (4) pela juíza Fabiana Pagel, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.
No sábado, Luiz Fabiano da Silva negou qualquer envolvimento no planejamento do ataque, mas foi preso com três armas de fogo, o que motivou o flagrante. Após a prisão, ele foi solto com pagamento de fiança de um salário mínimo.
Veja também
A juíza que homologou o flagrante apontou que mesmo que materiais explosivos não tenham sido encontrados, o planejamento de atos de terrorismo e o armamento encontrado em posse dele deveriam acarretar a prisão preventiva.
"Quando ideias preconceituosas e discriminatórias são disseminadas livremente, estas não apenas ferem a dignidade de indivíduos e grupos marginalizados, mas também alimentam a intolerância, a violência e a exclusão social", apontou ela na decisão.
Outros dois suspeitos foram alvos de mandados de busca e apreensão na mesma operação, que foi realizada no município de São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul. Além disso, um adolescente foi apreendido em flagrante no sábado, no Rio de Janeiro, por armazenamento de pornografia infantil.
Ao todo, nove pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão em diferentes estados do país.
Investigação policial
Conforme detalhes expostos pela investigação, o grupo operava em redes sociais, e os envolvidos, incluindo adolescentes, estavam sendo recrutados para participar de ações violentas, com o uso de coquetéis molotov durante eventos públicos.
Informações da polícia apontam que os envolvidos promoviam a radicalização de adolescentes e disseminavam discursos de ódio, principalmente contra crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+. Também foram encontrados indícios de incentivo à automutilação, pedofilia e distribuição de conteúdos violentos.
A operação envolveu agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da 19ª DP (Tijuca) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça.
>> Acesse nosso canal no Whatsapp e fique por dentro das principais notícias.