Pais e tios de adolescentes são indiciados após morte de cão Orelha
Polícia Civil está investigando caso do cachorro que foi brutalmente agredido na Praia Brava.
Após a morte do cão Orelha, a Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha. Os agentes estão investigando a morte do animal comunitário que foi agredido na Praia Brava, em Florianópolis, em Santa Catarina.
O crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio, que teria uma foto capaz de colaborar com a investigação.
Nesta terça-feira (27), a Polícia Civil afirmou que os investigados são pais e um dos tios dos adolescentes, sendo dois empresários e um advogado. As informações são do g1.
Ao todo, quatro adolescentes são suspeitos de maus-tratos animais, devido à agressão realizada em Orelha. Eles também são apontados por tentar afogar um outro cão no mar.
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Coação de testemunhas
A coação ocorre quando uma das partes ameaça ou agride testemunhas de um processo judicial, mas também ocorre quando busca interferir com juízes, advogados, vítimas ou réus. Essa prática é considerada crime.
A Polícia Civil não detalhou se já tem acesso a esse registro, mas está analisando mais de mil horas de imagens. Além disso, 22 pessoas foram ouvidas.
Caso do cão Orelha
O cachorro Orelha foi encontrado por populares. Ele estava agonizando e, apesar de ter recebido atendimento em clínica veterinária, precisou passar por eutanásia no dia 5 de janeiro. Ele era cuidado pela comunidade, que chegou a construir três casinhas para os cães da região da Praia Brava.
“Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, afirmou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava os animais.