Nordeste e Norte mostram maior taxa de fecundidade

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Legenda: AS TAXAS de fecundidade nas regiões Norte e Nordeste do País foram maiores que a média nacional, principalmente na faixa etária que varia de 15 a 19 anos
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São Paulo - As taxas de fecundidade total no Brasil vêm declinando ao longo dos últimos 40 anos, período em que apresentaram reduções de mais de 60%, revela o Censo 2000 do IBGE divulgado ontem.

Após duas décadas de estabilidade - em 1940 e 1950 a fecundidade total manteve-se em 6,2 filhos por mulher-, a taxa elevou-se ligeiramente em 1960 para 6,3. Desde então, esses valores apresentaram reduções significativas: 5,8 em 1970, 4,4 em 1980, 2,9 em 1991 e 2,4 em 2000.

A taxa consolidada atingiu 2,38 filhos por mulher. Do ponto de vista demográfico, considera-se 2,1 o número médio de filhos por mulher que garante a reposição das gerações. Em 2000, as grandes regiões brasileiras apresentaram taxas de fecundidade próximas da média do País.

As regiões Norte (3,2) e Nordeste (2,7) apresentaram taxas superiores à média nacional, enquanto as regiões Centro-Oeste (2,3), Sul (2,2) e Sudeste (2,1) apresentaram as menores taxas.

Todos os Estados apresentaram redução nas taxas de fecundidade entre 1991 e 2000. A maior queda foi registrada pela Paraíba, que passou de 3,72 a média de filhos por mulher em 1991 para 2,53 em 2000 -uma redução de 32%. A menor queda (2,4%) ocorreu no Rio de Janeiro, que apresentou variação de 2,09 para 2,04. Em São Paulo, a média é de 2,05 filhos por mulher. A maior taxa de fecundidade foi registrada no Amapá, com média de 3,6 filhos por mulher. A menor ficou com o Distrito Federal (1,96). Idade De 1991 a 2000 houve redução de 27,2 anos para 26,3 a idade média de fecundidade do País. Todos os Estados contribuíram para essa redução. Já em São Paulo, segundo o IBGE, a idade média da fecundidade foi mantida em 26,6. Foram observadas reduções das taxas específicas de fecundidade de mulheres em quase todas as faixas etárias, com exceção da faixa entre 15 e 19 anos, que aumentou de 87, em 1991, para 89 nascimentos para cada mil mulheres em 2000. Embora esse aumento tenha sido pequeno, a redução da fecundidade em outras faixas faz com que, proporcionalmente, esse grupo de mulheres aumente sua participação no conjunto. A participação da fecundidade de mulheres de 35 anos ou mais de idade na fecundidade total apresentou redução significativa em quase todos os Estados nos últimos dez anos, exceto em São Paulo (onde cresceu de 11,3% para 11,5%) e no Distrito Federal (onde cresceu de 11,7% para 11,8%).