Ministro decreta situação de emergência em cidade do MS devido a casos de chikungunya

De janeiro até agora, número de casos confirmados da doença em Dourados chega a 759.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Na imagem, fotografia em close-up de um mosquito Aedes aegypti sobre uma superfície clara e levemente refletora. O mosquito é escuro com listras brancas características no corpo e nas articulações das pernas. Ele está posicionado de frente para a câmera, com as patas espalhadas e a probóscide (aparelho bucal) voltada para baixo. O fundo está embaçado em tons de cinza e branco, destacando os detalhes do inseto. No canto superior direito, há o crédito
Legenda: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade.
Foto: AFP.

Com 759 registros em números absolutos, o município de Dourados, interior do Mato Grosso do Sul, concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no Estado, com maior impacto sobre comunidades originárias. Na reserva indígena local, cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.

A estatística alarmante fez com que o novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificasse como crítico o cenário da cidade, em situação de emergência devido aos casos da doença.

Em visita ao território nesta sexta-feira (3), ele afirmou: "Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”.

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De acordo com a Agência Brasil, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade, algo que a prefeitura fez dias antes, em 27 do mesmo mês.

Além disso, o avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. 

O governo de Mato Grosso do Sul publicou que, de janeiro até agora, o número de casos confirmados da doença no Estado chega a 1.764, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.

Ações de socorro e assistência humanitária

Agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. 

Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2) o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.

Do total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. 

Os R$ 855,3 mil restantes, por sua vez, financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.

Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.

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