Mulher fica com bumbum deformado após injeção e acaba perdendo o emprego

Caso está sendo investigado

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 17:26)
fachada da upa em santos
Legenda: Paciente foi atendida em UPA de Santos, litoral de São Paulo
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Uma mulher que trabalhava como cuidadora de idosos ficou com o glúteo esquerdo deformado após receber uma injeção em um pronto-socorro de Santos, em São Paulo. Segundo as informações do G1, Bruna França Sobral, de 38 anos, disse que está indignada e abalada com a situação.

Bruna contou na entrevista que sentiu falta de ar e decidiu ao hospital por medo de ser Covid. "Mas lá, não constou febre nem nada, disseram que eu tinha asma, sendo que nunca havia sido diagnosticada na minha vida. Então, o médico me receitou um corticoide nas nádegas", relembra.

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Após a enfermeira aplicar a medicação, Bruna passou a sentir ardência no glúteo. Ela conta que passou o dia seguinte com uma dor forte e que só aumentava. O bumbum foi inchando e ficando cada vez mais vermelho.

Ela então retornou à UPA e recebeu uma benzetacil no outro glúteo. "Não adiantou nada, e só foi piorando e criando pus. Fui a semana inteira na UPA, e em nenhum momento nenhum médico pediu exame de sangue", relata.

A paciente procurou atendimento particular e foi lá que foi internada. "A médica do hospital particular disse que eu estava com uma infecção grave e também precisaria tomar remédio intravenoso. Eu consegui ficar alguns dias no hospital, mas não teria dinheiro para pagar mais dias, então, fui liberada para terminar o tratamento em casa", conta.

foto do bumbum com infecção após injeção
Legenda: Mulher teve infecção no glúteo após receber injeção em pronto-socorro
Foto: Arquivo Pessoal

Bruna está fazendo acompanhamento médico e aguarda retorno em consulta para saber seu estado de saúde. O último ultrassom apontou que há um cisto e líquido ainda na área infeccionada.

"Meu bumbum, do lado esquerdo, parece que está amassado, está com uma cicatriz horrorosa. Eu até perdi o emprego, porque não aguentava ir trabalhar com dor. Isso não é justo, o nosso sistema de saúde pública precisa melhorar. Ainda estou muito abalada e indignada", afirma. 

Respostas

Ao G1, a organização social responsável pela gestão da UPA Zona Noroeste, a SPDM, disse que nos atendimentos feitos, não foram constatadas complicações na paciente. E não é possível afirmar que a lesão que ela apresenta seja por um erro na aplicação do medicamento.

A Secretaria da Saúde de Santos informou que a paciente é acompanhada em outra unidade hospitalar.

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