Filho que matou mãe por herança é condenado a 27 anos de prisão

Bruno Eustáquio Vieira chegou a lamentar a morte da mãe em publicação nas redes sociais.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Bruno Eustáquio Vieira com a mãe e sendo preso.
Legenda: Após matar a mãe no quarto, o suspeito seguiu para a sala da casa e assistiu televisão no sofá.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A Justiça de Guarujá (SP) condenou Bruno Eustáquio Vieira, acusado de matar a própria mãe por causa da herança, a 27 anos de prisão. Ele também foi condenado por fraude processual após esconder dispositivo que continha as imagens do crime. As informações são do g1

O crime ocorreu em dezembro de 2020 depois de uma discussão, no Guarujá, na casa onde a família morava. Após o ocorrido, Bruno passou três anos foragido e foi preso em julho de 2024, em , Belo Horizonte (MG).

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Imagens da câmera de segurança mostram Bruno sobre o corpo da mãe, apertando o pescoço da vítima e dando socos. De acordo com o Ministério Público (MP), o réu tinha interesse financeiro

Após o ocorrido, Bruno chegou a publicar fotos com a mãe no Facebook, acompanhadas da legenda "Te amarei para sempre! Obrigada por tudo meu amor. Luto Eterno Rainha". 

Publicação no facebook na qual Bruno lamenta a morte da mãe.
Legenda: Após o ocorrido, Bruno lamentou a morte da mãe nas redes sociais.
Foto: Reprodução/Facebook.

Em entrevista ao g1, a defesa do acusado disse considerar a pena exagerada e que pretende recorrer da decisão. 

O julgamento

O Tribunal do Júri reconheceu, nesta quinta-feira (16), que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar mediante asfixia, por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima. 

A juíza Karine Pizzani Miranda ressaltou que o crime foi cometido por uma pessoa em quem Márcia confiava, e em um local onde ela tinha expectativa de segurança. 

A Justiça também considerou que o réu tentou ocultar provas do crime ao esconder o Digital Video Recorder (Gravador de Vídeo Digital) das câmeras no forno da residência. Devido a esse fato, Bruno foi condenado a seis anos de detenção por fraude processual.

O réu seguirá detido no Presídio de Itajubá (MG) para cumprimento da pena e não poderá recorrer em liberdade, também conforme decisão da Justiça.

Acusado assistiu à televisão após assassinar a mãe

A magistrada ainda afirmou que Bruno demonstrou frieza e dissimulação após o crime, e lembrou como os fatos causaram problemas familiares e psicológicos às irmãs e sobrinhas da vítima. 

Conforme mostram as imagens registradas pela câmera de segurança, depois de assassinar a mãe no quarto, o réu seguiu para a sala e assistiu televisão. 

No dia seguinte, Bruno saiu de casa e, ao voltar, fingiu surpresa ao se deparar com o corpo da mãe e fez telefonemas. 

Relembre o crime

A princípio, Bruno negou a autoria do assassinato, confessando posteriormente que discutiu com a mãe por querer sair de casa para morar com uma namorada. 

De acordo com o acusado, Márcia reprovou a ideia e foi para cima dele. Bruno, então, reagiu, mas sem a intenção de cometer o crime. 

Por outro lado, o MP sustenta que Bruno desejava herdar o patrimônio da vitima.