Empresário acusado de matar gari em rua de BH vai a júri popular

Renê da Silva Nogueira deve responder por homicídio triplamente qualificado.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Pessoa sentada à mesa em uma sala de reuniões, vestindo uma camisa vermelha, com um laptop aberto em primeiro plano e cartaz na parede ao fundo.
Legenda: Renê da Silva Nogueira é acusado de matar Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos.
Foto: Reprodução.

O empresário Renê da Silva Nogueira vai a júri popular pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, segundo decisão da Justiça de Minas Gerais.

O caso ocorreu em agosto de 2025, em Belo Horizonte, e Renê deve responder por crime doloso contra vida, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e ameaça

Segundo a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que determinou o julgamento, há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. Foram utilizados como base laudos sobre munição, autos de apreensão, perícias, imagens e relatos de testemunhas. 

A defesa do empresário ainda pode recorrer. Enquanto isso, a prisão preventiva do réu foi mantida e o pedido de sigilo do processo foi negado. 

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Versões diferentes

A magistrada apontou na sentença de pronúncia que o empresário deu diferentes versões para o caso. No início, negou envolvimento, mas depois citou disparo acidental e, no fim, voltou a negar a autoria do crime, afirmando ter sido coagido a confessar.

"Essa oscilação narrativa, longe de fragilizar o conjunto probatório acusatório, reforça a necessidade de submissão da matéria ao crivo do Tribunal do Júri, a quem compete, com exclusividade constitucional, valorar a credibilidade das versões e decidir, em definitivo, sobre a intenção que animou a conduta do agente", pontuou a juíza.

Os advogados de defesa de Renê alegaram, já na fase final do processo, que ele é nulo por cerceamento de defesa e quebra da cadeia de custódia. 

As alegações, no entanto, foram rejeitadas pela magistrada.

Crime de homicídio e ameaça

Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. Renê se tornou réu pela morte em setembro do ano passado, sendo denunciado por homicídio triplamente qualificado.

A acusação ainda citou que ele teve intenção de enganar a perícia após o crime e ainda ameaçou a motorista do caminhão de lixo, Eledias Aparecida Rodrigues. 

Segundo a Polícia, o empresário atirou em Laudemir após exigir, em discussão, que fosse liberado espaço na rua para que ele pudesse passar com o carro.

A vítima estava a serviço no momento do crime. A arma utilizada pertencia à esposa do suspeito, que é delegada da Polícia Civil de Minas Gerais.

Laudemir foi socorrido pela Polícia Militar e levado em uma viatura para o hospital, mas não resistiu. 

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