Trump ameaça Colômbia após captura de Maduro; Petro reage e fala em 'ameaça ilegítima'
Colombiano voltou a criticar duramente a ação militar dos Estados Unidos na região.
Um dia após a operação na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e deixou evidente o desejo de uma ação militar contra o governo da Colômbia. As declarações ocorreram enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificava como “sequestro” a captura de Maduro, após bombardeios dos EUA na madrugada de sábado (3).
Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump fez ataques diretos a Petro. “A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de fazer cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito tempo”, disse o republicano. Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar contra a Colômbia, Trump respondeu: “Parece bom para mim”.
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Além da Colômbia, Trump comentou sobre a possibilidade de uma operação em território cubano e voltou a afirmar que Washington “precisa” da Groenlândia, território que, segundo ele, vem sendo cobiçado desde antes do início de seu segundo mandato na Casa Branca.
Petro reagiu às declarações e voltou a criticar duramente a ação militar dos Estados Unidos na região. Em publicação na rede social X, acusou Washington de “sequestro” ao se referir à captura de Maduro e rebateu as acusações pessoais feitas por Trump. “Meu nome (...) não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”, escreveu.
'Ameaça ilegítima', diz presidente colombiano
Nesta segunda-feira (5), após Trump afirmar que uma nova operação militar contra a Colômbia seria algo “bom” para ele, Petro disse que ainda analisaria as declarações antes de responder oficialmente ao que chamou de “ameaça ilegítima”.
“Hoje verei se as palavras em inglês de Trump são traduzidas como diz a imprensa nacional. Portanto, responderei mais tarde, até saber o que realmente significa a ameaça ilegítima de Trump”, afirmou o presidente colombiano.
Ainda em rede social, Pedro declarou: “Meu nome (...) não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”.