Nicolás Maduro estará perante juiz de Nova York nesta segunda-feira (5)

Líder venezuelano é acusado pela Justiça dos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Na imagem, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é retratado do peito para cima contra um fundo desfocado que sugere uma bandeira ou estandarte oficial. Ele tem cabelos escuros, bigode farto e está com a boca levemente aberta como se estivesse discursando. Sua mão direita está erguida à frente, com os dedos estendidos e a palma voltada para a câmera. Ele veste uma túnica preta de gola alta com botões prateados. Um microfone preto está posicionado logo abaixo de seu rosto.
Legenda: Secretário de Estado americano afirmou que Maduro era um "fugitivo da Justiça americana".
Foto: Juan Barreto/AFP.

Após ser capturado e acusado pela Justiça dos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, Nicolás Maduro comparecerá perante um juiz de Nova York nesta segunda-feira (5). O anúncio foi feito neste domingo (4) por um tribunal federal.

Este mesmo tribunal notificará formalmente as acusações apresentadas contra o ditador venezuelano. O momento deve acontecer às 12h no horário local (14h em Brasília).

De acordo com a Folha de São Paulo, Washington abriu um novo indiciamento contra Maduro, que já tinha uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 271 milhões) pela própria captura.

Tanto ele quanto a esposa, Cilia Flores, e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, porte de armas de fogo, conspiração para importar cocaína nos Estados Unidos e conspiração para portar armas de fogo.

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A acusação indica que, enquanto esteve no poder, o ex-presidente da Venezuela buscou "enriquecer a si mesmo e aos membros [do cartel], ampliar seu próprio poder e inundar os Estados Unidos com cocaína com o objetivo de aplicar os efeitos danosos e viciantes da droga contra americanos". 

A Venezuela não é grande produtora de cocaína, e as rotas de tráfico que saem do país costumam ter como destino portos europeus.

Outros acusados além de Maduro

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e Nicolás Ernesto Maduro, filho do ditador venezuelano, também são acusados. Para a Justiça americana, os réus conspiraram em conjunto com organizações como as Farc, na Colômbia, e o cartel de Sinaloa, no México, para traficar cocaína.

Uma das principais vozes na Casa Branca por trás da intervenção na Venezuela, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse no sábado que Maduro era um "fugitivo da Justiça americana". 

Embora Washington acuse o ditador de comandar o chamado cartel dos sóis, especialistas negam a existência do grupo. Por sua vez, o vice-presidente americano, J. D. Vance, disse que Nicolás "não pode esperar que iria fugir da Justiça por tráfico de drogas nos EUA só porque vive em um palácio em Caracas". 

Vance disse ainda que Washington ofereceu "uma série de alternativas" a Maduro, sem entrar em detalhes e que a Venezuela precisa "devolver o petróleo roubado" dos EUA, afirmação já feita por Trump no passado. Não está claro a que roubo o governo Trump se refere.

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