'The Economist' considera tarifas impostas pelos EUA 'chocante agressão de Trump ao Brasil'
Reportagem avalia a tarifa de 50% aos produtos brasileiros e a suspensão dos vistos de ministros do STF
Uma reportagem publicada na revista The Economist, na quinta-feira (24), classificou as tarifas impostas pelos Estados Unidos como uma "chocante agressão de Trump ao Brasil". No dia 9 de julho, o presidente dos EUA anunciou a imposição de tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras.
Posteriormente, Trump também suspendeu vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A revista avalia que essa é uma das maiores interferências estadunidenses na América Latina desde a Guerra Fria. "Raramente desde o fim da Guerra Fria os Estados Unidos interferiram tão profundamente em um país latino-americano (...) o gatilho para o ataque de Trump parece ter sido a cúpula do Brics, um grupo de países emergentes, que o Brasil sediou nos dias 6 e 7 de julho", diz a matéria.
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A The Economist avaliou que Trump e Lula são "inimigos ideológicos", mas que as medidas do norte-americano estão "saindo pela culatra" e ajudando Lula. Isso porque houve um aumento de apoio ao presidente brasileiro entre a população do País.
"Se atrair a ira de Trump deveria fortalecer a direita brasileira antes das eleições gerais do ano que vem, o plano está saindo pela culatra. Brasileiros de todos os tipos estão apoiando Lula (...) O índice de aprovação de Lula, que vinha caindo, melhorou. Ele agora lidera o grupo de potenciais candidatos para a corrida eleitoral do ano que vem", disse o texto.
No entanto, a revista considerou que as medidas restritivas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, foram "agressivas" com o ex-presidente Jair Bolsonaro.