ONU discute crise na Venezuela em reunião de emergência; acompanhe ao vivo

Conselho de Segurança deve discutir legalidade da operação de Trump que capturou Nicolás Maduro.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:02)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) analisa, em reunião nesta segunda-feira (5), a legalidade da operação dos Estados Unidos no país que resultou na captura e deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A convocação da reunião foi realizada formalmente por Caracas, que citou a ação como uma "agressão criminosa" dos Estados Unidos. As nações participantes farão pronunciamentos ao longo da reunião.

O representante dos EUA defendeu Trump e as ações do país, e disse que Maduro é um "narcotraficante que será julgado pelos crimes que cometeu contra o povo norte-americano por 15 anos". Ele chamou a captura de "um ato de aplicação da lei" e chamou Maduro de "líder ilegítimo". 

Já o representante da Venezuela condenou a captura de Maduro e sua esposa e o ataque norte-americano, e disse esperar que o Conselho de Segurança dê a importância significativa que o momento pede. O participante garantiu que todas as instituições venezuelanas estão em pleno funcionamento. 

Em declaração inicial entregue ao Conselho, o Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, expressou "profunda preocupação" com a situação da Venezuela. 

“Estou profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o potencial impacto na região e o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas. Acolho com satisfação e estou pronto para apoiar todos os esforços que visem ajudar os venezuelanos a encontrar um caminho pacífico para o futuro”, diz carta. 

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Países defendem Venezuela 

Durante o Conselho, a Rússia defendeu a Venezuela dos ataques dos Estados Unidos. "Não podemos permitir que os EUA ajam como juiz supremo", disse o representante da federação.

A China também se pronunciou a favor do povo venezuelano, e se disse "chocada" com os atos "unilaterais e ilegais" do presidente Donald Trump.

Maduro vai comparecer perante juiz

Ainda nesta segunda (5), Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, devem comparecer a um tribunal em Manhattan.

Ele é acusação de crimes como narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para uso dos armamentos contra os EUA.

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