Ondas de calor provocam mortes em cidades da Europa

Calor vitimou mais de duas mil pessoas de junho até agosto

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:17)
Um casal coloca um guarda-chuva para usar como protetor solar enquanto caminha em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, no bairro de Belém, em Lisboa
Legenda: Mosteiro dos Jerónimos, no bairro de Belém, em Lisboa
Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Diferentes cidades da Europa sofrem com fortes ondas de calor nos últimos meses. De 26 de julho até 14 de agosto, morreram 950 pessoas em Portugal devido às altas temperaturas na região. Segundo matéria do canal português público de TV e rádio RTP, a taxa de mortalidade poderá aumentar se as temperaturas não baixarem.

Conforme estudo do Instituto Grantham, do Imperial College de Londres, divulgado em junho, as ondas de calor triplicaram o número de mortes na Europa.

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O mesmo impacto foi visto na Espanha. Perto de 1.150 pessoas morreram em agosto, durante a onda de calor de 16 dias que atingiu o país, de acordo com estimativas do instituto de saúde pública espanhol Carlos III. O instituto divulgou que, no mesmo período de 2024, morreram em Espanha 1.011 pessoas por razões atribuíveis às temperaturas.

O país viveu uma onda de calor de 16 dias, entre 3 e 18 de agosto, considerada "a maior e mais longa" desde 1975, ano a partir do qual há registos comparáveis, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Mortes em junho

Considerando análises preliminares das temperaturas registradas em 12 cidades europeias, divulgadas em junho, o calor causou 2,3 mil mortes.

Com as temperaturas disparando por toda a Europa entre 23 de junho e 2 de julho, Milão foi a cidade com mais óbitos: foram 317 devido à onda de calor. Na sequência estão Paris, Barcelona e Londres. Em Lisboa, 21 pessoas morreram no período.

Calor pelo mundo no fim do primeiro semestre

Segundo as conclusões do serviço de observação da Terra da União Europeia, o Copernicus, junho também registrou um grande aumento nas perigosas "noites tropicais", em que as temperaturas noturnas ficaram acima de 20 °C.

Conforme os cálculos da agência France-Presse, com base nos dados do Copernicus, 12 países e cerca de 790 milhões de pessoas em todo o mundo viveram o junho mais quente de que se tem notícias. Foi o caso do Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Paquistão e Tajiquistão.

A climatologista do Copernicus Samantha Burgess alertou, em comunicado de imprensa, que "as ondas de calor vão ser mais frequentes, mais intensas e vão atingir cada vez mais pessoas na Europa".

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