
Uma marcha que reuniu mais de 325 mil pessoas terminou em confrontos contra a polícia, nesta sexta-feira (28), em Atenas, na Grécia. A manifestação marcou os dois anos do acidente de trem que deixou 57 pessoas mortas no País, sendo a maioria estudantes.
Ao todo, cinco pessoas ficaram feridas, de acordo com os serviços de emergência. Pedras e coquetéis molotov foram atirados contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo.
"Queremos que a justiça seja feita", gritou um manifestante em Atenas, Dimitris Korovesis, 16 anos, enquanto os gregos exigiam respostas sobre as causas exatas do acidente. "A Grécia mata seus filhos", dizia uma faixa em frente ao Parlamento no centro da capital, onde cerca de 180 mil pessoas se reuniram, segundo a polícia.
Durante o ato, os nomes e as idades de todas as vítimas, a maioria delas jovens, foram lidos perante o Parlamento. Em seguida, foi feito um minuto de silêncio na presença dos parentes das vítimas, incluindo a pediatra Maria Karystianou, que atualmente lidera a luta dessas famílias para responsabilizar as autoridades.
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Pior desastre ferroviário da Grécia
Em 28 de fevereiro de 2023, pouco antes da meia-noite, um trem que viajava entre Atenas e Thessaloniki, no norte, com mais de 350 passageiros a bordo, colidiu de frente com um trem de mercadorias no Vale de Tempe, cerca de 350 km ao norte da capital.
O grupo de familiares das vítimas e a sociedade civil denunciam uma suposta "ocultação" de responsabilidade pelo pior desastre ferroviário da Grécia, que se tornou um "trauma coletivo", de acordo com o primeiro-ministro conservador Kyriakos Mitsotakis.
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