Itamaraty diz que 'acompanha pessoalmente' o resgate de brasileira que caiu em trilha na Indonésia
O Ministério das Relações Exteriores citou que as buscas pela vítima foram dificultadas por condições meteorológicas e de visibilidade adversas
O Governo do Brasil, por meio do Itamaraty, manifestou-se em nota nesse domingo (22) informando que dois funcionários da embaixada se deslocaram para a Indonésia para "acompanhar pessoalmente" os esforços pelo resgate de Juliana Marins, brasileira que caiu durante trilha no vulcão Rinjani. O Ministério das Relações Exteriores citou que as buscas pela vítima foram dificultadas por "condições meteorológicas e de visibilidade adversas".
Em comunicado, compartilhado pela primeira-dama Janja da Silva nas redes sociais, o governo afirmou que, desde que acionada pela família da turista, a embaixada do Brasil em Jacarta "mobilizou as autoridades locais, no mais alto nível", o que permitiu o envio das equipes de resgate para a área do vulcão onde ocorreu a queda, em região remota, a cerca de quatro horas de distância do centro urbano mais próximo.
Juliana está desaparecida em condições inóspitas há três dias. A família da brasileira divulgou, nesta segunda-feira (23), que o resgate foi interrompido às 16h do horário local por condições climáticas, mas que, apesar da pausa, há uma equipe de reforço com dois alpinistas experientes da região indo ao local do acidente.
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Mobilização do governo brasileiro
Ainda segundo o Itamaraty, o embaixador do Brasil em Jacarta "entrou pessoalmente em contato" com o diretor internacional da Agência de Busca e Salvamento e com o Diretor da Agência Nacional de Combate a Desastres da Indonésia.
O Governo informou que tem recebido das autoridades locais os relatos sobre o andamento das buscas. "Dois funcionários da embaixada deslocam-se hoje [domingo] para o local com o objetivo de acompanhar pessoalmente os esforços pelo resgate, que foi dificultado por condições meteorológicas e de visibilidade adversas", diz trecho da nota.
"O Ministro das Relações Exteriores, em nome do governo brasileiro, também iniciou contatos de alto nível com o governo indonésio com o objetivo de pedir reforços no trabalho de buscas na cratera do Mount Rinjani", concluiu o Itamaraty.
Brasileira caiu de altura de 300 metros
A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, aguarda resgate próximo ao vulcão do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, desde sexta-feira (20), quando caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros de distância da trilha que fazia.
Segundo a imprensa do país asiático, Juliana foi deixada para trás pelo guia, identificado como Ali Mustafa, após ela se queixar de cansaço. Ele, então, teria continuado a trilha com os outros cinco integrantes do grupo até o pico da montanha, mas ao retornar não encontrou mais a brasileira.
A jovem foi localizada por outro grupo de turistas que fazia a mesma rota. Usando um drone, o grupo avistou a vítima e conseguiu o contato da família de Juliana.
Nesta segunda-feira (23), a família divulgou que o resgate foi interrompido "por condições climáticas". "Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250m abaixo, faltavam 350m para chegar na Juliana e eles recuaram", escreveu a família nas redes sociais.
"A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade". Ela também denunciou que vídeos divulgados como sendo do momento do resgate foram forjados.
A representação brasileira em Jacarta tinha dito também que uma equipe de resgate havia conseguido chegar até Juliana após 16 horas de operação, algo também negado pela irmã de Juliana.
A jovem, que faz um mochilão desde fevereiro, já passou por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. A trilha que ela fazia iria de 20 a 22 de junho, por três dias e duas noites.