Um avião de combate dos Estados Unidos derrubou, nesta terça-feira (3), um drone iraniano que se aproximava de forma considerada “agressiva” de um porta-aviões americano no Mar Arábico. A informação foi confirmada por uma porta-voz militar dos EUA. O incidente ocorreu a cerca de 800 quilômetros da costa do Irã.
Segundo comunicado do Comando Central dos Estados Unidos, um caça F-35C embarcado no USS Abraham Lincoln realizou o abate “em legítima defesa”, com o objetivo de proteger o porta-aviões e sua tripulação.
“Uma aeronave F-35C do USS Abraham Lincoln derrubou um drone iraniano em defesa legítima e para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo”, afirmou o capitão Tim Hawkins, porta-voz do comando militar.
De acordo com Hawkins, o drone, identificado como um Shahed-139, “continuou esvoaçando em direção ao navio apesar das medidas obrigatórias de desescalada adotadas pelas forças americanas”.
Veja também
Outros incidentes na região
O porta-voz confirmou ainda um episódio separado envolvendo embarcações iranianas e outro drone, que teriam se aproximado “em alta velocidade” e ameaçado abordar e apreender o navio-tanque M/V Stena Imperative, de bandeira americana.
Em resposta, o destróier americano USS McFaul, com apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, escoltou o petroleiro, que agora navega “em segurança”, segundo Hawkins.
Diálogo segue com o Irã
Apesar do agravamento do cenário militar, o governo dos Estados Unidos afirmou que as negociações com o Irã continuam programadas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou nesta terça-feira que conversou com o enviado especial Steve Witkoff e confirmou que os diálogos com autoridades iranianas seguem mantidos.
“Acabei de falar com o enviado especial Witkoff, e essas conversas, até o momento, ainda estão agendadas”, afirmou Leavitt a jornalistas, acrescentando que o encontro deve ocorrer “no final desta semana”.
Segundo fontes próximas ao assunto, ouvidas pela agência AFP, a reunião entre Witkoff e representantes iranianos “provavelmente” ocorrerá na Turquia, no dia 6 de fevereiro.
Trump mantém opções militares
Leavitt reforçou que, embora a diplomacia seja prioridade, o presidente Donald Trump não descarta ações mais duras. “O presidente Trump sempre quer priorizar a diplomacia, mas obviamente é preciso duas pessoas para dançar o tango”, disse a porta-voz, do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca.
Em entrevista à Fox News, Leavitt acrescentou que o presidente mantém uma série de opções à disposição, incluindo o uso da força militar, diante da presença ampliada de navios de guerra americanos na região.
“É claro que o presidente sempre tem uma série de opções em cima da mesa, e isso inclui o uso da força militar”, afirmou.
Ela concluiu dizendo que “os iranianos sabem disso melhor do que ninguém”, em referência aos ataques militares dos Estados Unidos que atingiram o programa nuclear do Irã no ano passado.