Alemanha tem primeiro caso suspeito de variante Ômicron em passageiro vindo da África do Sul

A possível chegada da nova variante, considerada "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde, é mais um motivo de temor para as autoridades alemãs

Escrito por Redação / AFP,

Ser Saúde
Profissional de Saúde segurando frasco escrito Covid-19
Legenda: Os cientistas ainda não têm certeza da eficácia das vacinas contra a Covid-19 existentes contra a nova variante.
Foto: AFP

Autoridades de saúde informaram que a Alemanha notificou o primeiro caso suspeito da variante Ômicron, inicialmente identificada no sul do continente africano. O país europeu tenta conter o maior surto de infecção por Covid-19 desde o início da pandemia. 

De acordo com o ministro para Assuntos Sociais da região de Hesse, no Oeste do país, mutações do coronavírus foram identificadas em um passageiro de um voo chegado da África do Sul.

A possível chegada da nova variante, considerada "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde, é mais um motivo de temor para as autoridades alemãs.

Números

Nesta semana, o país ultrapassou a marca dos 100 mil mortos e quebrou o recorde de novos casos diários, com 75.961 registrados na quinta-feira (25).

"Ontem à noite, várias mutações típicas da Ômicron foram encontradas em um passageiro voltando da África do Sul", afirmou o ministro em uma publicação nas redes sociais. E completou: "Parece muito possível que a variante tenha chegado a Alemanha".

Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nota técnica nesta sexta-feira (26) recomendando que o governo brasileiro adote medidas de restrições para voos e viajantes vindos de parte da África, em decorrência da identificação de nova variante do SARS-CoV-2, identificada como B.1.1.529.

Os países identificados na nota técnica alvo das medidas são, especificamente, África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A variante B.1.1.529, identificada pela primeira vez na África do Sul, preocupa países da Europa, EUA, Ásia, além do Brasil, uma vez que já tem 50 mutações — algo nunca visto antes —, sendo mais de 30 na proteína "spike" (a "chave" que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

Os cientistas ainda não têm certeza da eficácia das vacinas contra a Covid-19 existentes contra a nova variante.

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