Policial penal morreu enquanto fazia corrida; sindicato denuncia falta de UTI móvel

O Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do estado do Ceará (Sindasp-CE) se posicionou sobre o caso

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O policial penal Luiz Antônio Teixeira Pires fazia uma corrida durante o teste de avaliação física solicitado pela Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) quando teve um mal súbito e morreu, na manhã desta quarta-feira (5). Não havia ambulância no local para acompanhar os testes nem foi exigido atestado médico, segundo denúncia feita pelo Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do estado do Ceará (Sindasp-CE). 

A SAP lamentou, em nota, a morte do policial e afirmou que houve socorro imediato e tentativas de reanimação. A pasta disse ainda que o agente teve o falecimento constatado pela Unidade de Pronto Atendimento da cidade de Horizonte.

Diário do Nordeste solicitou posicionamento da SAP sobre as denúncias de ausência de UTI móvel e a não exigência de atestado médico aos agentes, mas até a última atualização desta reportagem não houve retorno. 

A corrida era a quarta e última fase do teste, que também incluía barra, flexão e abdominais. Nessa fase, o participante tinha de correr a maior distância em 12 minutos.

Falta de ambulância

O Sindasp-CE informou que uma portaria interna do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), destinada aos agentes, foi publicada indicando a natureza do Teste de Aptidão Física (TAF), a data de execução para cada grupo, assim como a pontuação conforme as categorias.  

Porém, o documento não solicita apresentação de atestado médico nem indicava o uso de UTI móvel no local, o que, para a presidente do Sindasp-CE, Joélia Silveira, é “negligência”. 

“Foi lamentável essa fatalidade e a gente vai cobrar as providências e responsabilidades. Essa é a nossa indagação porque, como houve uma publicação oficial referente a esse teste, é exatamente isso que a gente tá cobrando. A portaria interna do GAP, que institui esse TAF, não inclui o pedido de UTI móvel, pedido de atestado, esses critérios. Nesse caso, pra nós, se assumiu o risco dessa fatalidade”, ressaltou a presidente.

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"Esses treinamentos não têm edital e, segundo ouvimos da categoria, eles estão sendo impostos aos policiais penais sem que haja nenhum socorrista no local para acompanhar”, afirmou a presidente do sindicato. 

Desde o início da pandemia, os testes estavam suspensos, segundo Joélia. Com o retorno gradual das atividades no Ceará, a avaliação foi retomada para alguns grupos operacionais de segurança, como o Gore.  

A presidente também informa que não há uma grade fixa de datas para o TAF. As avaliações são aplicadas conforme a administração de cada grupo.  

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