Mulher que matou filha de 1 ano e tentou matar policial no CE tem prisão preventiva decretada

A Justiça Estadual expediu dois mandados de prisão preventiva contra a acusada.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
22 de Dezembro de 2025 - 12:25 (Atualizado às 12:53, em 17 de Abril de 2026)
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Legenda: A suspeita passou por duas audiências de custódia, e ambos os juízes decretaram a prisão preventiva.
Foto: Google Maps

Uma mulher de 32 anos, detida em flagrante na última quarta-feira (17), teve duas prisões preventivas decretadas pela Justiça do Ceará: por matar a própria filha, de 1 ano, e por tentar matar uma policial penal.

Atualização: Em matérias publicadas sobre esse caso, o Diário do Nordeste expôs os nomes dos envolvidos. A partir de agora, eles foram removidos e não serão mais citados  para resguardar a integridade das crianças envolvidas. 

O 4º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias (Caucaia) converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, no último dia 18 de dezembro.

Na decisão, o juiz considera que "a flagranteada teria ceifado a vida de sua própria filha, de um ano e sete meses, com golpes de faca, sem qualquer motivação específica".

Consta ainda, que a vítima teria sido levada ao hospital pela própria autuada, que compareceu à unidade de saúde com as vestes ainda manchadas de sangue, em suposto surto psicótico, considerando que verbalizou a seguinte frase no local: 'Eu sou anticristo e matei Jesus'."
Juiz de Direito
Em decisão judicial

O magistrado concluiu que o crime foi "de extrema gravidade em concreto" e que "as medidas cautelares diversas da prisão são ineficazes para o resguardo da ordem pública, tampouco para evitar a reiteração criminosa da custodiada, de modo que a medida extrema da prisão preventiva se faz necessária".

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) sugeriu à Justiça a instauração de incidente de insanidade mental para a acusada - que pode torná-la inimputável (isto é, uma pessoa incapaz de discernir seus atos, que não pode ser condenada à prisão, mas pode receber uma pena de internação para tratamento de doença mental).

Os investigadores apontaram que a mulher, ao ser presa pela morte da filha, apresentava 'riso irônico, olhar distante e falas desconexas com a realidade'. A mulher teria tentado suicídio, antes de cometer o homicídio.

Agressões à policial penal

Ao ser transferida para o Sistema Penitenciário, na última quinta-feira (18), a ré teria agredido uma policial penal. A suspeita voltou a ser autuada em flagrante, desta vez por tentativa de homicídio.

Em nova audiência de custódia, o juiz da 17ª Vara Criminal - Vara de Audiências de Custódia de Fortaleza converteu a prisão em flagrante dela em prisão preventiva, na sexta-feira (19).

O juiz considerou que "a custódia cautelar do acusado evidencia-se necessária à manutenção da ordem pública, vez que a acusada retirou as algemas e agrediu a policial penal com mordidas e unhadas".

"A gravidade é acentuada, em razão da acusada, além de agredir a policial penal, tentou tomar sua arma para matá-la. O modus operandi da acusada demonstra sua periculosidade, vez que pela narração dos fatos estava com o intuito de matar a policial penal sem nenhum motivo aparente", completou.

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