Homem é preso por atacar norueguês com gargalo de garrafa em bar na Praia de Iracema, em Fortaleza

O suspeito já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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Redação producaodiario@svm.com.br
A imagem de um print do Google Maps mostra a Rua dos Tabajaras, no bairro Praia de Iracema, em Fortaleza. É possível ver prédios e a movimentação de pessoas e de uma motocicleta na via.
Legenda: O crime aconteceu na Rua dos Tabajaras, no bairro Praia de Iracema, em Fortaleza.
Foto: Reprodução/ Google Maps.

Um cearense de 44 anos foi preso em flagrante por atacar um norueguês, de 53 anos, com um gargalo de garrafa, num bar localizado na Praia de Iracema, em Fortaleza, na madrugada da última segunda-feira (23).

Francisco Jonatas de Oliveira Camelo foi detido por populares e agredido, após cometer a tentativa de homicídio contra o norueguês. Ainda na segunda-feira, o suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Estadual.

A vítima é um capitão de embarcações, nascido na Noruega, que terá a identidade preservada pela reportagem. O norueguês afirmou à Polícia que mora há 14 anos em Fortaleza.

Conforme o depoimento da vítima, ele estava em uma mesa de bar na Praia de Iracema, quando foi surpreendido por um pedinte. O norueguês disse que não tinha dinheiro para dar ao homem, que teria reagido quebrando uma garrafa de vidro e o agredindo.

O capitão sofreu lesões no pescoço e em outras partes do corpo e foi levado por populares a um hospital. Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, a vítima não quis permanecer na unidade hospitalar e voltou ao local do crime.

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Ao ser interrogado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), Francisco Jonatas de Oliveira Camelo assumiu a autoria do ataque com gargalo de garrafa ao norueguês, mas sustentou outra motivação.

O suspeito contou aos policiais que trabalha como engraxate de sapatos na Praia de Iracema e engraxou a sandália do estrangeiro. Porém, ele não teria sido pago e ainda levou um tapa do cliente, o que motivou a reação violenta.

O juiz da 17ª Vara Criminal - Vara de Audiências de Custódia considerou que "a gravidade em concreto da conduta atribuída ao flagranteado é bastante elevada, pois há indícios de que praticou o crime de homicídio, em sua forma tentada, mediante golpes com pedaços de garrafa de vidro cortada, dentre eles em região letal (pescoço), supostamente por motivo banal, qual seja: a vítima não lhe entregou quantia em dinheiro".

"Analisando o feito vertente, verifico indicativos de reiteração delitiva, eis que a conduta delituosa sob apuração não foi um ato isolado na vida do flagranteado, haja vista que embora seja tecnicamente primário o autuado já respondeu por diversos furtos", completou o magistrado.

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