Irmãos que deceparam mãos de jovem em Quixeramobim viram réus após Justiça aceitar denúncia

Processo agora tramita em segredo de Justiça.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Montagem de duas fotos: na primeira, Ronivaldo Rocha, homem que mandou o irmão (que está na foto à direita), matar a jovem Ana Clara, que teve as mãos decepadas.
Legenda: Ronivaldo (à esquerda), mandava o irmão, Evangelista (à direita), realizar atos violentos para ameaçar pessoas.
Foto: Reprodução.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra os irmãos Evangelista Rocha dos Santos e Ronivaldo Rocha dos Santos, acusados de tentativa de feminicídio em Quixeramobim.

Com a decisão, os dois se tornaram réus no processo. A reportagem confirmou junto ao TJCE, neste sábado (16), que a denúncia foi recebida. O processo agora tramita em segredo de Justiça.

O caso aconteceu no último dia 1º e ganhou repercussão após a vítima, Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, ter as mãos decepadas durante o ataque.

A ação foi praticada pelo cunhado da vítima, Evangelista, enquanto o ex-companheiro, Ronivaldo, assistia e incitava os ataques. Os homens estão presos na Unidade Prisional de Caucaia, após serem transferidos de Quixeramobim. 

Denúncia do MPCE

A denúncia foi assinada pela promotora de Justiça Juliana Santos. No documento, o MPCE afirma que os acusados agiram com emprego de meio cruel e dificultaram a defesa da vítima.

Segundo a acusação, Ana Clara foi surpreendida dentro da própria residência pelos suspeitos, que estariam armados com uma foice.

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“Os denunciados agiram com emprego de meio cruel, ao infligirem intenso sofrimento à vítima”, destaca trecho da denúncia.

O Ministério Público também pediu a condenação dos irmãos ao pagamento de R$ 97,2 mil por danos morais.

Prisão da dupla

Os dois irmãos seguem presos desde o flagrante. A defesa deles não foi localizada pela reportagem para comentar o recebimento da denúncia.

A Delegacia Municipal de Quixeramobim apontou que a dupla usou "violência extrema, cruel e desproporcional" contra a mulher, em um contexto de violência doméstica de Ronivaldo contra Ana, "marcado por agressões físicas, ameaças, humilhações e comportamento possessivo". 

Segundo a delegacia, Ronivaldo foi movido por "sentimento de posse, vingança, dominação e inconformismo" da vítima, que sofreu uma "brutal tentativa de feminicídio". O relatório informa que foi ele quem forneceu a foice e incentivou o irmão a praticar o crime.

 

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