Português é preso por agredir a companheira e mantê-la em cárcere privado em Cratéus
Acusado já havia sido condenado pelos crimes antes de ser preso nessa sexta-feira (15).
Um homem de 61 anos natural de Vouzela, em Portugal, foi preso nessa sexta-feira (15) em Crateús, no interior do Ceará, pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal cometidos contra a própria companheira.
A captura de Antônio Augusto Borges Bordonhos foi realizada a partir de um pedido expedido pela Vara Única Criminal da Comarca de Crateús, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), baseado na condenação transitada em julgado pelos crimes.
Em nota ao Diário do Nordeste, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Crateús, onde permanece à disposição da Justiça.
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Detalhes do processo
Antes de ser preso nesta sexta-feira, Antônio Augusto já havia sido condenado pela Justiça do Ceará a 5 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, desde janeiro pelos crimes ocorridos em outubro de 2023.
Segundo a sentença, obtida pelo Diário do Nordeste, o episódio narrado no processo ocorreu quando o acusado, motivado por ciúmes por visualizar uma mensagem no celular da companheira, a agrediu com socos, empurrões e apertões no pescoço.
A violência teria iniciado na noite do dia 20 de outubro e cessado apenas na madrugada do dia 21. Em seguida, com o propósito de impedir qualquer socorro à vítima, o homem trancou a residência em que viviam e dormiu com a chave sob o travesseiro.
A companheira de Antônio só conseguiu chamar por ajuda na manhã do dia 21, quando o agressor saiu da residência e deixou o portão destrancado, permitindo que ela acionasse a Polícia Militar.
No local das agressões, também estava a mãe idosa da vítima, em situação de vulnerabilidade.
Condenado respondia em liberdade
À época do crime, Antônio chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar. Porém, foi solto um dia depois na audiência de custódia e passou a responder o processo em liberdade provisória.
Contra ele, foram aplicadas medidas cautelares, como a proibição de manter contato, se aproximar e frequentar o trabalho ou a casa da vítima.
Agora, a Justiça deve comunicar o Consulado de Portugal sobre a prisão do acusado para fins de assistência consular, inclusive jurídica, material e de contato com familiares no país de origem.
*Estagiário sob supervisão da jornalista e editora Karine Zaranza