Adolescentes apreendidos por atearem fogo em motorista de app são da mesma família, diz polícia

Um mulher, namorada de um dos apreendidos, foi utilizada como isca para atrair o motorista de aplicativo

Legenda: Motorista foi ferido pelos suspeitos por um objeto cortante e em seguida teve corpo queimado. Ele está internado no hospital Instituto Doutor José Frota (IJF)
Foto: Arquivo Pessoal

Os três adolescentes apreendidos nesta segunda-feira (23) suspeitos de atearem fogo no motorista de aplcativo, José Hilker Assunção de Sousa, dois de 16 anos e outro de 13 anos, fazem parte da mesma família, de acordo com Secretaria da Segurança Pública (SSPDS). A polícia informou ainda que foi presa uma mulher de 18 anos por envolvimento no caso. No caso os dois irmãos são os jovens de 16 e 13 anos e o primo de também 16 anos. 

José Hilker sofreu uma tentativa de homicídio no último sábado (21), durante um assalto na Rua Campo do Madureira, no bairro Guajiru. Os suspeitos atacaram a vítima com golpes de um objeto perfurocortante, atearam fogo nele e roubaram o carro onde ele trabalhava.

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As investigações apontaram que Maria Valdencleiny Gomes Ferreira revelou durante depoimento que serviu de "isca" para atrair a vítima com o objetivo de roubar o motorista, apesar de não ter embarcado no automóvel. De acordo com a polícia, durante as investigações, o trio formado pelos jovens entrou no veículo da vítima e seguiu com ela até o bairro Caucaia.

Adolescentes suspeitaram que vítima poderia ser um policial

Durante o percurso, os adolescentes revistaram os objetos da vítima e suspeitaram que ela poderia ser policial. Foi quando, segundo a polícia, os suspeitos retiraram os objetos do motorista do automóvel e utilizaram gasolina que estariam levando para abastecer uma motocicleta para atear fogo na vítima como mostraram as investigações. Depois, um dos adolescentes de 16 anos levou o carro e o abandonou em Fortaleza.

"Foram as pessoas que entraram no aplicativo e num dado momento anunciaram o assalto e como disse aqui após recolherem os pertences do motorista viram fotos dele fardado e imaginaram que tratava-se de um policial e por isso decidiram atear fogo no corpo da vítima", afirmou o secretário da Secretaria da Segurança Pública  (SSPDS), Sandro Caron.

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