PSDB declara oposição a Bolsonaro e inicia debate sobre impeachment

Os tucanos decidiram ainda aderir à frente de oposição do centro democrático, com partidos como DEM, MDB e Cidadania

Bruno Araújo sentado e com semblante pensativo.
Legenda: O presidente do PSDB, Bruno Araújo, convocou a reunião ainda ontem
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em reunião de sua Executiva Nacional em Brasília, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) aprovou colocar-se formalmente como oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A sigla também decidiu iniciar a discussão interna com suas bancadas sobre aderir à defesa do impeachment do chefe do Executivo. 

O encontro foi convocado pelo presidente do partido, Bruno Araújo, durante os atos antidemocráticos do 7 de setembro. O partido já vinha tendo posição dúbia com relação ao Governo, mas decidiu aderir oficialmente à oposição após as falas de Bolsonaro em Brasília e em São Paulo. 

Print da publicação do PSB no Twitter
Foto: Reprodução / Twitter

Oficialmente, a sigla se declarava independente. Os tucanos decidiram ainda aderir à frente de oposição do centro democrático, com partidos como DEM, MDB e Cidadania.

A decisão foi tomada por unanimidade, com o voto inclusive do deputado Paulo Abi-Ackel (MG), espécie de representante de Aécio Neves na Executiva. Aécio, que não compareceu à reunião, é visto internamente como o membro do partido mais palatável ao presidente.

Em seu perfil no Twitter, o PSDB afirmou que "repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações pelo Dia da Independência".

"Ao mesmo tempo, conclama as forças de centro para que se unam numa postura de oposição a este projeto autoritário de poder", disse.