Ciro Gomes suspende pré-candidatura à Presidência após votos do PDT a favor da PEC dos Precatórios

O presidenciável comunicou a decisão na manhã de hoje

Legenda: Ciro anunciou suspensão na manhã de hoje
Foto: José Leomar / SVM

Ciro Gomes (PDT) informou que irá suspender a pré-candidatura à Presidência da República em 2022. A decisão, anunciada na manhã desta quinta-feira (4), ocorre após desentendimento entre pedetistas durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.  

Na madrugada de hoje, a redação foi aprovada em primeiro turno com 312 votos. A sigla do presidenciável foi decisiva para o resultado, contribuindo com 15 votos favoráveis. Só seis parlamentares da legenda foram contrários ao Palácio do Planalto. 

O Governo Federal quer usar recursos que seriam destinados para o pagamento de precatórios — que são dívidas da União decorrentes de decisões judiciais — para bancar o Auxílio Brasil (rebatizado Bolsa Família) em 2022, ano eleitoral. 

Nesse contexto, Ciro disse que não vai "compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas".

"A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo", informou. 

Leia nota na íntegra:

"Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios.

É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios.

A mim só me resta um caminho : deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição.

Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo.

Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas.

Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional.".