Cearense é atropelado por cães em calçada de São Paulo e morre

Pedreiro de 48 anos, natural do município de Crateús, morava há 30 anos na capital paulista e planejava visitar a família no fim do ano

Legenda: Momento em que o cearense cai após ser atingido pelos cachorros que passaram correndo
Foto: Reprodução

Um cearense natural de Crateús morreu na sexta-feira (17) após cair e bater com a cabeça no chão ao ser atropelado por dois cachorros que passaram correndo por ele na calçada de uma rua em São Paulo. O pedreiro Antônio Irismar Linhares dos Santos, de 48 anos e que há 30 vivia na capital paulista, planejava visistar a família no fim deste ano, segundo a filha Mariana Linhares.

Na quarta-feira (15), dois cães que corriam em uma calçada bateram nas pernas de Antônio, que tinha saído de casa para comprar alimento.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele é supreendido pelos cachorros e se desequilibra e cai. Sem conseguir levantar do chão ele chega a levar as mãos à cabeça até que uma pessoa se aproxima e a gravação é interrompida. O acidente provocou um trauma cranioencefálico e uma fratura na coluna cervical. 

“Quando me falaram que ele caiu, achei que teria sido de um andaime, já que ele é pedreiro. Só fui entender quando me mandaram um vídeo da queda”, conta a filha. Após a queda, o cearense desmaiou e ficou desacordado por cinco minutos. Depois disso, voltou à consciência, se levantou, sentou na calçada e pediu para ser levado ao médico porque sentia muitas dores. “Na triagem, ele já estava passando mal, vomitando sangue”, relata Mariana.

Horas depois do acidente, o pedreiro começou a ficar confuso e passou a não mais reconhecer as pessoas, além de apresentar sonolência e dificuldade de respirar. Ele ficou em coma induzido e o cérebro já não respondia mais. No dia seguinte ao acidente, os aparelhos foram desligados após a confirmação da morte cerebral do paciente. 

Ainda segundo a filha de Antônio, mesmo após o desligamento dos aparelhos, os órgãos do pai permaneceram funcionando por mais 24 horas. “Ele ficou lutando sozinho”, crê Mariana.

 

 

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