Reijers quer voltar a exportar em 2019 e visa a um milhão de hastes

Empresa negocia com aéreas retorno ao mercado externo e espera dobrar produção e quantidade de empregos gerados

Legenda: Assim como a produção, a geração de empregos nas Rosas Reijers também deve dobrar, chegando a mais de mil postos diretos.
Foto: FOTO: HELENE SANTOS

Após dez anos desde a última carga enviada ao exterior, o Grupo Rosas Reijers espera finalmente aproveitar as possibilidades do hub aéreo que se instalou em Fortaleza. A empresa deve voltar ainda em 2019 com as exportações de hastes de rosas, gypsophilas e outras variedades de flores com destino à Europa. Mas, para retomar o mercado externo, a empresa pretende dobrar a produção. Apesar de não projetar expansão igual em faturamento, a estimativa é que a cifra acompanhe esse ritmo.

Para o diretor e proprietário do grupo, Roberto Reijers, o cenário atual oferece "todas as condições necessárias à exportação". "Já estamos fazendo estudos de mercado e eu acredito que o custo para exportar vai cair. Nós já estamos conversando com as companhias aéreas e eles estão realmente dispostos. Têm muito interesse em exportação de flores", detalha. A expectativa inicial é exportar um milhão de hastes em 2019 que chegariam antes à Holanda para serem enviadas a outros países.

O diretor do grupo observa ainda que o frete é um grande entrave às exportações. "É competitivo lá fora, temos outros grandes países exportadores como Quênia, Etiópia, Colômbia e Equador", aponta.

Mercado interno

Além das expectativas sustentadas no retorno das exportações por meio do hub, o diretor da Rosas Reijers destaca ainda que o mercado interno presencia um aquecimento nas vendas de flores. Segundo ele, 30% da produção do negócio de flores são voltados ao setor varejista. "O varejo tem uma participação muito importante na produção de flores. Temos redes de supermercados de Belém, no Pará, até Recife, em Pernambuco. A maior parte da nossa produção é escoada para Norte e Nordeste", explica Roberto Reijers.

Com 60 hectares destinados ao cultivo na região da Serra da Ibiapaba, o Grupo Rosas Reijers produz 300 mil hastes por dia - 100 mil só de rosas. As expectativas positivas também estão em sintonia com a geração de trabalho prevista para este ano na empresa: o número de postos diretos deve saltar de 510 para cerca de 1.000 empregos.

Quando perguntado sobre os gargalos, Roberto aponta a dificuldade de usar, na floricultura, insumos que não são destinados à atividade, além do custo da energia elétrica rural. "É alta em todo lugar, mas aqui a gente depende muito de irrigação. Nosso período chuvoso é menor, então o custo acaba sendo muito alto".

Visita

As demandas foram apresentadas à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, que visitou as instalações da Rosas Reijers em sua primeira visita oficial ao Nordeste. Roberto Reijers disse que o segmento espera do Mapa "que haja um olhar para o setor". "É a primeira vez que um ministro vem olhar para nós".