Quiosque: grande negócio em um pequeno espaço
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Redação
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Para quem apostou no formato, o quiosque se consolida como excelente oportunidade para os pequenos
Em meio a corredores ou quarteirões apinhados de lojas, lá eles estão. Embora modestos no tamanho, os quiosques não têm medo da concorrência e revelam que mesmo em pequenos espaços é possível fazer grandes negócios. Surgem como mais um exemplo da força das micros e pequenas empresas (MPEs) para a economia brasileira. Destemidos, para esses empresários, tamanho não é documento na hora de empreender.
Para quem apostou no formato, os quiosques se consolidam como excelentes oportunidades para compras mais rápidas, sem filas, além de estimularem as vendas por impulso. Nas ruas, têm visibilidade maior do que as lojas; nos shoppings atraem clientes que passam e que pertençam a qualquer classe social, em função da acessibilidade. As portas, normalmente, criam barreiras e só acaba entrando quem realmente está à procura de algum produto específico.
Porém, por conta da maior facilidade de exposição - uma vitrine de quatro lados - e por ser mais impactante em termos de visibilidade, os quiosques pagam mais caro pelo metro quadrado ocupado. Em alguns shoppings de Fortaleza, o aluguel chega a ser dez vezes mais elevado que o de uma loja.
Os de rua têm uma particularidade positiva apontada pelos lojistas: é que até sem sair do carro, clientes negociam com ajuda de um funcionário que se desloca até o veículo. Esse tipo de ponto desperta também o interesse dos consumidores que nem estavam com a intenção de comprar naquele momento, mas acabam consumindo por passarem pelo local e gostarem de algo na vitrine.
No shopping Iguatemi, por exemplo, o número de quiosques mantém a estabilidade. Em janeiro de 2009, 50 lojistas ocupavam esse espaço, no início deste ano, a quantidade subiu para 51. O shopping Benfica disponibiliza 20 unidades, neste mesmo modelo.
Para Ana Rachel Mendonça, gerente de Marketing do Iguatemi, o apelo de venda de um quiosque é bastante significativo. Ele fica no caminho do cliente, tem uma área menor, mas tem quatro frentes. É como se tivesse quatro vitrines. "O gasto com a estrutura física é bem menor do que o de uma loja, e o número de funcionários, normalmente, também é menor. O quiosque é um grande negócio".
No shopping Benfica, Marcirlene Pinheiro, superintendente do estabelecimento, fala que a preferência é por quiosques de serviços. Entre eles, conserto de celular, TV a cabo, manutenção de objetos em couros e sintéticos, sorvetes e comidas típicas.
"Os quiosques são excelentes atrativos para que opta por compras mais rápidas. Facilita a vida do cliente, pela praticidade e acessibilidade. Seduz para aquisições que o consumidor nem lembrava de realizar; estimula a venda por impulso. Optamos por oferecer espaços para prestadores de serviços", afirma a superintendente do Benfica.
APOSTA EM SANDÁLIAS
Venda de dois mil pares por mês garante a lucratividade
Há 11 anos no mercado, a microempresária Nara Carneiro apostou nos quiosques e hoje possui três pontos na Capital
Um excelente negócio. É como considera Nara Carneiro, franqueada da Havaianas, a implantação de quiosque em Fortaleza. Há 11 anos nesse mercado, a microempresária concentra os maiores picos de vendas no Carnaval, quando comercializa de 4.500 a 5.000 pares. A média mensal é de 2.000 sandálias. A lojista conta que começou fazendo teste, ou seja, abrindo quiosques em vários locais da cidade até escolher os pontos onde os resultados eram melhores. "A ideia, da minha mãe, surgiu em 2001, e foi meu primeiro negócio. A princípio, ela assumiu junto: fez a parceria com as Havaianas que fornece todo suporte", menciona.
Acabou fixando as lojas em três espaços: nos Jardins Open Mall, no Shopping Dom Luis e no Benfica. "O movimento é bem intenso, especialmente no período de Carnaval, quando as vendas crescem muito. Este ano, esperamos incremento de mais de 50% em relação a 2009", afirma.
Nara Carneiro comenta que o produto tem uma característica singular: não tem idade. "Todo mundo usa havaianas. E temos à disposição da clientela modelos para todos os tamanhos e idade e até para os bem pequeninos", reforça. "Os quiosques são excelentes oportunidades para os pequenos negócios, principalmente os de rua, que é bem melhor visualizado que nos shoppings. Nestes locais, investimento é alto, porque pagamos aluguel e luva, mas continua lucrativo", conclui. (IM)
MENOS DE OITO M²
Mais de 50 itens à disposição
Ocupando área inferior a oito metros quadrados no Shopping Benfica, o quiosque da Pratic Life comercializa produtos específicos para limpeza e polimento de couros e sintéticos. São mais de 50 itens à disposição dos clientes, além de orientações e demonstrações de uso.
"Serviço inédito no Brasil", classifica o proprietário Edivaldo Marconi da Silva. "O sucesso não é maior por falta de mão-de-obra especializada e incentivo do governo estadual". O pequeno lojista oferece itens para artigos como bolsas, sapatos, sofás; enfim tudo que for fabricado de couro e sintético vai receber limpeza de qualidade.
Há mais de dois atuando no mercado de Fortaleza, Marconi já abriu quiosques no North Shopping, no Hiperbompreço, na Parangaba e no Extra Montese. Hoje, mantém o do Montese e outro no Shopping Benfica.
"O nosso diferencial é forte. Só nós vendemos esse tipo de produto, em shopping, no País. Tenho unidades em Fortaleza e Goiânia. Outra vantagem nossa é que toda pessoa, independente de classe social pode se beneficiar do nosso serviço", ressalta o empresário.
"Por não ter concorrência, temos tranquilidade para aprimorar o que oferecemos e preparar o nosso pessoal de atendimento para fornecer orientação de uso e demonstrar na presença do cliente o melhor aproveitamento do produto", salienta.
Edivaldo Marconi ainda é privilegiado com outra característica do seu trabalho - 90% das vendas são realizadas à vista. "Sem dúvida, é um bom negócio. E com investimento da ordem de R$ 20 mil é possível abrir e manter um grande quiosque", argumenta. (IM)
DIFERENCIAL
Investimento é cheio de vantagens
Uma empresária de visão. É como se pode imaginar Alessandra Costa, proprietária da Quadrado Perfeito, quiosque especializado em embalagens para presentes. Atuando no ramo em loja fora de shopping, desde 2008, ela soube aproveitar a oportunidade proporcionada pelo Iguatemi para ocupar espaço privilegiado de 16 metros quadrados. Convidada para passar um mês na época do Natal atendendo os clientes do local, percebeu que a aceitação foi tão grande, que resolveu se fixar. Na época, investiu algo em torno de R$ 20 mil, entre projeto, estrutura e estoque. "O quiosque ainda não deu lucro, mas já se pagou", comemora.
Para a empresária, o negócio é cheio de vantagens. "É passagem de todo mundo que vai ao shopping; não tem porta, o que quebra barreira e tira a ideia de que é caro; e para quem está apressado também é uma boa opção", explica. Além disso, segundo ela, "apesar de ser pequeno, o cliente quando passa visualiza tudo que tem exposto. E o nosso produto é novo no local", adianta Alessandra.
O espaço da Quadrado Perfeito no Iguatemi comercializa, em média, mais de 2.000 itens por mês. Em épocas comemorativas, a quantidade aumenta, sendo que no Natal, o número de produtos vendidos triplica. São disponibilizados 100 tamanhos de caixa; dez tamanhos de saquinhos, com estampas variadas; dez a 15 modelos diferentes de papéis; e cinco a seis tamanhos de sacolas para embalar presentes. "Temos caixas para colocar de um par de brincos ao um edredom", afirma.
"As melhores datas, excluindo o Natal, são a Páscoa, o dia dos Namorados e das Mães. No momento, dispomos de caixinhas decoradas com coelhos, bem apreciadas pelos clientes. Estamos investindo em melhorias, agregando valores às embalagens, com pelúcia e fitas de diferentes cores", fala. (IM)
RESULTADO
Faturamento cresce em até 30% a cada ano
Patrícia Bruno já colhe os resultados dos R$ 12 mil que investiu ao abrir um quiosque para a venda de comida chinesa. Após certo tempo, apareceu outra oportunidade e ela resolveu oferecer pratos tradicionais da região e os resultados vieram mais rápidos com o Maricota Comidas típicas, que conquistou a preferência dos visitantes. Formalizada como microempresa, a loja disponibiliza baião de dois, vatapá, carne-do-sol, bolo de milho, macaxeira, pé-de-moleque, bolo Luiz Felipe, grude, cocada, entre outros itens da culinária cearense. Para beber, oferece refrigerante e cajuína.
"A legalidade do meu negócio representou aumento das vendas. Por ano, o faturamento tem crescido, em média, de 25% a 30%", comemora. Para ela, são as várias vantagens de investir num quiosque: investimento menor, oportunidades de diversificar, abertura em qualquer lugar e a intensa visibilidade", afirma. (IM)
ISILDENE MUNIZ
REPÓRTER
Em meio a corredores ou quarteirões apinhados de lojas, lá eles estão. Embora modestos no tamanho, os quiosques não têm medo da concorrência e revelam que mesmo em pequenos espaços é possível fazer grandes negócios. Surgem como mais um exemplo da força das micros e pequenas empresas (MPEs) para a economia brasileira. Destemidos, para esses empresários, tamanho não é documento na hora de empreender.
Para quem apostou no formato, os quiosques se consolidam como excelentes oportunidades para compras mais rápidas, sem filas, além de estimularem as vendas por impulso. Nas ruas, têm visibilidade maior do que as lojas; nos shoppings atraem clientes que passam e que pertençam a qualquer classe social, em função da acessibilidade. As portas, normalmente, criam barreiras e só acaba entrando quem realmente está à procura de algum produto específico.
Porém, por conta da maior facilidade de exposição - uma vitrine de quatro lados - e por ser mais impactante em termos de visibilidade, os quiosques pagam mais caro pelo metro quadrado ocupado. Em alguns shoppings de Fortaleza, o aluguel chega a ser dez vezes mais elevado que o de uma loja.
Os de rua têm uma particularidade positiva apontada pelos lojistas: é que até sem sair do carro, clientes negociam com ajuda de um funcionário que se desloca até o veículo. Esse tipo de ponto desperta também o interesse dos consumidores que nem estavam com a intenção de comprar naquele momento, mas acabam consumindo por passarem pelo local e gostarem de algo na vitrine.
No shopping Iguatemi, por exemplo, o número de quiosques mantém a estabilidade. Em janeiro de 2009, 50 lojistas ocupavam esse espaço, no início deste ano, a quantidade subiu para 51. O shopping Benfica disponibiliza 20 unidades, neste mesmo modelo.
Para Ana Rachel Mendonça, gerente de Marketing do Iguatemi, o apelo de venda de um quiosque é bastante significativo. Ele fica no caminho do cliente, tem uma área menor, mas tem quatro frentes. É como se tivesse quatro vitrines. "O gasto com a estrutura física é bem menor do que o de uma loja, e o número de funcionários, normalmente, também é menor. O quiosque é um grande negócio".
No shopping Benfica, Marcirlene Pinheiro, superintendente do estabelecimento, fala que a preferência é por quiosques de serviços. Entre eles, conserto de celular, TV a cabo, manutenção de objetos em couros e sintéticos, sorvetes e comidas típicas.
"Os quiosques são excelentes atrativos para que opta por compras mais rápidas. Facilita a vida do cliente, pela praticidade e acessibilidade. Seduz para aquisições que o consumidor nem lembrava de realizar; estimula a venda por impulso. Optamos por oferecer espaços para prestadores de serviços", afirma a superintendente do Benfica.
APOSTA EM SANDÁLIAS
Venda de dois mil pares por mês garante a lucratividade
Há 11 anos no mercado, a microempresária Nara Carneiro apostou nos quiosques e hoje possui três pontos na Capital
Um excelente negócio. É como considera Nara Carneiro, franqueada da Havaianas, a implantação de quiosque em Fortaleza. Há 11 anos nesse mercado, a microempresária concentra os maiores picos de vendas no Carnaval, quando comercializa de 4.500 a 5.000 pares. A média mensal é de 2.000 sandálias. A lojista conta que começou fazendo teste, ou seja, abrindo quiosques em vários locais da cidade até escolher os pontos onde os resultados eram melhores. "A ideia, da minha mãe, surgiu em 2001, e foi meu primeiro negócio. A princípio, ela assumiu junto: fez a parceria com as Havaianas que fornece todo suporte", menciona.
Acabou fixando as lojas em três espaços: nos Jardins Open Mall, no Shopping Dom Luis e no Benfica. "O movimento é bem intenso, especialmente no período de Carnaval, quando as vendas crescem muito. Este ano, esperamos incremento de mais de 50% em relação a 2009", afirma.
Nara Carneiro comenta que o produto tem uma característica singular: não tem idade. "Todo mundo usa havaianas. E temos à disposição da clientela modelos para todos os tamanhos e idade e até para os bem pequeninos", reforça. "Os quiosques são excelentes oportunidades para os pequenos negócios, principalmente os de rua, que é bem melhor visualizado que nos shoppings. Nestes locais, investimento é alto, porque pagamos aluguel e luva, mas continua lucrativo", conclui. (IM)
MENOS DE OITO M²
Mais de 50 itens à disposição
Ocupando área inferior a oito metros quadrados no Shopping Benfica, o quiosque da Pratic Life comercializa produtos específicos para limpeza e polimento de couros e sintéticos. São mais de 50 itens à disposição dos clientes, além de orientações e demonstrações de uso.
"Serviço inédito no Brasil", classifica o proprietário Edivaldo Marconi da Silva. "O sucesso não é maior por falta de mão-de-obra especializada e incentivo do governo estadual". O pequeno lojista oferece itens para artigos como bolsas, sapatos, sofás; enfim tudo que for fabricado de couro e sintético vai receber limpeza de qualidade.
Há mais de dois atuando no mercado de Fortaleza, Marconi já abriu quiosques no North Shopping, no Hiperbompreço, na Parangaba e no Extra Montese. Hoje, mantém o do Montese e outro no Shopping Benfica.
"O nosso diferencial é forte. Só nós vendemos esse tipo de produto, em shopping, no País. Tenho unidades em Fortaleza e Goiânia. Outra vantagem nossa é que toda pessoa, independente de classe social pode se beneficiar do nosso serviço", ressalta o empresário.
"Por não ter concorrência, temos tranquilidade para aprimorar o que oferecemos e preparar o nosso pessoal de atendimento para fornecer orientação de uso e demonstrar na presença do cliente o melhor aproveitamento do produto", salienta.
Edivaldo Marconi ainda é privilegiado com outra característica do seu trabalho - 90% das vendas são realizadas à vista. "Sem dúvida, é um bom negócio. E com investimento da ordem de R$ 20 mil é possível abrir e manter um grande quiosque", argumenta. (IM)
DIFERENCIAL
Investimento é cheio de vantagens
Uma empresária de visão. É como se pode imaginar Alessandra Costa, proprietária da Quadrado Perfeito, quiosque especializado em embalagens para presentes. Atuando no ramo em loja fora de shopping, desde 2008, ela soube aproveitar a oportunidade proporcionada pelo Iguatemi para ocupar espaço privilegiado de 16 metros quadrados. Convidada para passar um mês na época do Natal atendendo os clientes do local, percebeu que a aceitação foi tão grande, que resolveu se fixar. Na época, investiu algo em torno de R$ 20 mil, entre projeto, estrutura e estoque. "O quiosque ainda não deu lucro, mas já se pagou", comemora.
Para a empresária, o negócio é cheio de vantagens. "É passagem de todo mundo que vai ao shopping; não tem porta, o que quebra barreira e tira a ideia de que é caro; e para quem está apressado também é uma boa opção", explica. Além disso, segundo ela, "apesar de ser pequeno, o cliente quando passa visualiza tudo que tem exposto. E o nosso produto é novo no local", adianta Alessandra.
O espaço da Quadrado Perfeito no Iguatemi comercializa, em média, mais de 2.000 itens por mês. Em épocas comemorativas, a quantidade aumenta, sendo que no Natal, o número de produtos vendidos triplica. São disponibilizados 100 tamanhos de caixa; dez tamanhos de saquinhos, com estampas variadas; dez a 15 modelos diferentes de papéis; e cinco a seis tamanhos de sacolas para embalar presentes. "Temos caixas para colocar de um par de brincos ao um edredom", afirma.
"As melhores datas, excluindo o Natal, são a Páscoa, o dia dos Namorados e das Mães. No momento, dispomos de caixinhas decoradas com coelhos, bem apreciadas pelos clientes. Estamos investindo em melhorias, agregando valores às embalagens, com pelúcia e fitas de diferentes cores", fala. (IM)
RESULTADO
Faturamento cresce em até 30% a cada ano
Patrícia Bruno já colhe os resultados dos R$ 12 mil que investiu ao abrir um quiosque para a venda de comida chinesa. Após certo tempo, apareceu outra oportunidade e ela resolveu oferecer pratos tradicionais da região e os resultados vieram mais rápidos com o Maricota Comidas típicas, que conquistou a preferência dos visitantes. Formalizada como microempresa, a loja disponibiliza baião de dois, vatapá, carne-do-sol, bolo de milho, macaxeira, pé-de-moleque, bolo Luiz Felipe, grude, cocada, entre outros itens da culinária cearense. Para beber, oferece refrigerante e cajuína.
"A legalidade do meu negócio representou aumento das vendas. Por ano, o faturamento tem crescido, em média, de 25% a 30%", comemora. Para ela, são as várias vantagens de investir num quiosque: investimento menor, oportunidades de diversificar, abertura em qualquer lugar e a intensa visibilidade", afirma. (IM)
ISILDENE MUNIZ
REPÓRTER