Ceará desponta no cultivo de algas marinhas
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Redação
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O Ceará é um dos Estados pioneiros no cultivo de algas marinhas no Brasil. Juntamente com o Piauí e o Rio Grande do Norte, o Estado participa de um projeto-piloto da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), que destina US$ 360 mil numa iniciativa para dotar as comunidades litorâneas de mais um meio para complementar a renda familiar.
‘‘Estes três Estados foram escolhidos pelas características do litoral, que propicia o cultivo. O Ceará é o Estado que está mais adiantado, já conseguiu uma safra completa e está demonstrando que é viável o cultivo da alga’’, afirma o coordenador nacional do projeto, Júlio Pohl, assessor técnico da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), uma das parceiras da FAO no projeto.
O cultivo de algas marinhas se diferencia das atividades extrativas até então realizadas. ‘‘É uma atividade que não polui, não é predatória e é ecologicamente auto-sustentável’’, diz o coordenador Regional do projeto, Agamenon Coutinho, presidente da OCEC (Organização das Cooperativas do Estado do Ceará). O cultivo é feito em módulos, áreas predefinidadas no mar, dimensionadas com 12 cordas de 50 metros, com bóias, onde as algas ficam presas. Um módulo possibilita a produção de duas toneladas do produto úmido, aproximadamente 400 Kg de alga seca. A meta é atingir quatro safras por ano.
As algas servem tanto para a indústria alimentícia quanto como matéria-prima para a indústria farmacêutica e de cosméticos. Nas comunidades litorâneas de Fleixeiras e Guajiru, no município de Trairi, onde o projeto foi iniciado há 18 meses, a safra de um módulo, 200 Kg de alga seca, já foi comercializada para uma indústria de São Paulo. O preço, por alga, varia de R$ 0,30, para as não-tratadas, até R$ 1,20, quando já está tratada e seca.
A previsão é de que o cultivo de algas possa representar um complemento de R$ 150,00 na renda mensal das famílias envolvidas. Em Trairi, a atividade já beneficia 22 famílias, que servirão de multiplicadores das técnicas para outras comunidades. ‘‘A idéia é envolver a comunidade em forma de associação, para depois criarmos cooperativas e aumentarmos o cultivo’’, afirma Júlio Pohl. De acordo com o coordenador nacional, existem planos para a exportação quando forem organizadas as cooperativas. ‘‘Entretanto, como o mercado brasileiro é carente do produto, provavelmente todo ele fique no Brasil’’, diz.
Quando criadas, as associações poderão contar com recursos da ordem de R$ 48 mil do Banco Mundial, através do Projeto São José, do governo do Estado. O financiamento é de oito anos, com três de carência e juros de 1% ao ano. Cada família poderá contar com R$ 2 mil para a compra de um barco e a implantação de seu módulo. O apoio através dos recursos da FAO está garantido até maio de 2003. Para a continuidade do projeto, a OCEC está buscando o apoio de outras instituições. Nos últimos 15 dias, três técnicos italianos da FAO estiveram na região para avaliar os resultados do projeto, considerado em bom andamento.
‘‘Estes três Estados foram escolhidos pelas características do litoral, que propicia o cultivo. O Ceará é o Estado que está mais adiantado, já conseguiu uma safra completa e está demonstrando que é viável o cultivo da alga’’, afirma o coordenador nacional do projeto, Júlio Pohl, assessor técnico da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), uma das parceiras da FAO no projeto.
O cultivo de algas marinhas se diferencia das atividades extrativas até então realizadas. ‘‘É uma atividade que não polui, não é predatória e é ecologicamente auto-sustentável’’, diz o coordenador Regional do projeto, Agamenon Coutinho, presidente da OCEC (Organização das Cooperativas do Estado do Ceará). O cultivo é feito em módulos, áreas predefinidadas no mar, dimensionadas com 12 cordas de 50 metros, com bóias, onde as algas ficam presas. Um módulo possibilita a produção de duas toneladas do produto úmido, aproximadamente 400 Kg de alga seca. A meta é atingir quatro safras por ano.
As algas servem tanto para a indústria alimentícia quanto como matéria-prima para a indústria farmacêutica e de cosméticos. Nas comunidades litorâneas de Fleixeiras e Guajiru, no município de Trairi, onde o projeto foi iniciado há 18 meses, a safra de um módulo, 200 Kg de alga seca, já foi comercializada para uma indústria de São Paulo. O preço, por alga, varia de R$ 0,30, para as não-tratadas, até R$ 1,20, quando já está tratada e seca.
A previsão é de que o cultivo de algas possa representar um complemento de R$ 150,00 na renda mensal das famílias envolvidas. Em Trairi, a atividade já beneficia 22 famílias, que servirão de multiplicadores das técnicas para outras comunidades. ‘‘A idéia é envolver a comunidade em forma de associação, para depois criarmos cooperativas e aumentarmos o cultivo’’, afirma Júlio Pohl. De acordo com o coordenador nacional, existem planos para a exportação quando forem organizadas as cooperativas. ‘‘Entretanto, como o mercado brasileiro é carente do produto, provavelmente todo ele fique no Brasil’’, diz.
Quando criadas, as associações poderão contar com recursos da ordem de R$ 48 mil do Banco Mundial, através do Projeto São José, do governo do Estado. O financiamento é de oito anos, com três de carência e juros de 1% ao ano. Cada família poderá contar com R$ 2 mil para a compra de um barco e a implantação de seu módulo. O apoio através dos recursos da FAO está garantido até maio de 2003. Para a continuidade do projeto, a OCEC está buscando o apoio de outras instituições. Nos últimos 15 dias, três técnicos italianos da FAO estiveram na região para avaliar os resultados do projeto, considerado em bom andamento.