Curiosidades da Copa: Em 1934, Mussolini ameaça jogadores italianos de morte, em caso de derrota
Lances polêmicos, grandes manipulações e arbitragem “comprada” marcaram a conquista do título da Itália
A história de Mussolini com a Copa do Mundo começou exatamente em 1934, quando ele, juntamente com outros governos, se apossou do período de paixão popular para fazer propaganda política fascista e elevar o patriotismo dos italianos.
Itália e Suécia estavam na disputa para a receber a Copa de 1934, mas alegando falta de condições financeiras, a concorrente dos italianos saiu da disputa e a Itália sediaria novamente a Copa do Mundo. Naquela época Mussolini, também conhecido como Duce, fazia recomendações à imprensa, afirmando que notas que tratassem sobre a seleção italiana deveriam ser veiculadas apenas se fosse abordando fatores positivos sobre a equipe, correndo risco de depredação das redações de jornais.
“A Itália deve vencer a Copa” foi o que Duce disse ao presidente da Federação Italiana de Futebol, a exigência, posteriormente, serviria para salvar a vida de toda a delegação italiana. Com receio de ser derrotado e perder o troféu, interviu na escolha dos árbitros que apitariam os jogos da Itália no Mundial.
Com todas as manipulações e táticas utilizadas pelo fascista, a Itália conseguiu avançar de fase no torneio de 34 e sagrar-se a grande campeã do evento, com isso as exigências já começavam a serem feitas por Mussolini. Mesmo chegando com um time mais forte para a Copa de 1938 e ainda sob o comando de Vittorio Pozzo, Duce enviou uma mensagem à toda a delegação italiana com o recado “Vencer ou morrer”.
Na copa seguinte, em 1938, a Itália venceu a Noruega e a França e chegou à semifinal contra o Brasil. Com um lance polêmico, os italianos acabaram superando os brasileiros e avançaram para a final contra a Hungria. O lance que deixou a seleção brasileira angustiada foi quando Domingos da Guia deu um pontapé em um atacante da Itália quando o jogo estava parado, porém o árbitro da partida ignorou a paralisação e marcou a penalidade que foi convertida e encerrou o placar.
Na grande final do torneio de 1938 a Itália enfrentou a Hungria, venceu por 4 a 2 e consequentemente salvou a vida de todos os seus jogadores, comissão técnica e auxiliares.