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Brasil registra 4 mi de casos e prejuízo de R$ 26 bilhões

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: A maior parte dos casos registrados no Brasil diz respeito aos profissionais que atuam no atendimento hospitalar
Foto: FOTO: ALTEMAR ALCANTARA

Em todo o País, foram registrados quase 4 milhões de acidentes e doenças do trabalho, de 2012 a 2017, gerando um gasto maior que R$ 26 bilhões somente com despesas previdenciárias e 315 milhões de dias de trabalho perdidos, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Os profissionais que atuam no atendimento hospitalar foram os que mais sofrem acidentes (10% dos casos), em especial aqueles que trabalham na enfermagem e na limpeza, sendo as principais ocupações atingidas são: alimentadores de linha de produção, técnico de Enfermagem, faxineiro servente de obras e motoristas de caminhão.

No ranking nacional, os estados de São Paulo (37%), Minas Gerais (10%) e Rio de Janeiro (8%) lideram as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs). Entre os municípios com o maior número de comunicados estão: São Paulo (9,74%), Rio de Janeiro (4,40%) e Curitiba (1,93%).

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Causas

De acordo com o estudo, a maior parte dos acidentes entre 2012 e 2017 foram causados por máquinas e equipamentos (15%), atividade em que as amputações são 15 vezes mais frequentes e que gera três vezes mais vítimas fatais que a média geral.

Cenário

Apesar da queda no número de comunicações de acidentes de trabalho em 2017 (574.053) em relação a 2016 (585.982), o procurador do Trabalho Luís Fabiano de Assis, responsável pelo observatório, diz que a acidentalidade não mudou.

"Se considerarmos o número médio de empregos com carteira assinada em cada ano analisado, verificamos que o total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores formais não caiu, sendo de 1760 em 2016, e de 1761 em 2017", ele diz.

Ainda de 2012 até 2017, cerca de 15 mil trabalhadores perderam a vida no Brasil, entrando para a estatística de vítimas de acidentes de trabalho fatais. "Além da perda de mais de 15 mil vidas humanas, são 2.500 famílias que ficam órfãs a cada ano devido à negligência de empregadores que não consideram o trabalho seguro como condição para o trabalho digno", alertou o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, durante o lançamento do observatório.

O Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho reúne dados da Previdência Social, obtidos por acordo de compartilhamento com o INSS e o Ministério da Previdência. A ferramenta (https://observatoriosst.mpt.mp.br) é usada pelo governo para elaborar políticas públicas dirigidas à área da saúde e da segurança do trabalho. (BC)

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