Após deixar caso de menina estuprada em SC, juíza afirma: 'não sou contra aborto'

Joana diz que tinha como objetivo proteger a menina do procedimento e de possíveis novas agressões

juíza Joana Ribeiro Zimmer
Legenda: Juíza tua desde 2004 na área da Infância e Juventude
Foto: Solon Soares/Assembleia Legislativa de Santa Catarina

Após deixar o caso da menina de 11 anos grávida após estupro, a juíza Joana Ribeiro Zimmer defendeu sua decisão para impedir a vítima de realizar aborto em Santa Catarina, em entrevista ao jornal Diário Catarinense, nesta terça-feira (21).

À publicação, Joana afirmou que, em despacho, o encaminhamento da menina ao abrigo tinha como objetivo protegê-la do procedimento e de possíveis novas agressões.

“Mas isso não quer dizer que eu sou contra o aborto, só que o aborto passou do prazo”, disse.

Relembre o caso

A Justiça de Santa Catarina autorizou que a menina de 11 anos grávida após estupro saia do abrigo onde foi colocada para impedir o aborto. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (21) e informada pela advogada da família, Daniele Felix.  A criança voltará para a mãe. 

Ainda não se sabe se a garota realmente passará pelo aborto, pois os detalhes do caso permanecerão em sigilo.

A criança, estuprada aos 10 anos, foi retirada do convívio da família também pela Justiça após audiência em maio com a juíza Joana Ribeiro Zimmer, e colocada em um abrigo para evitar que um aborto legal fosse realizado.
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