Anvisa aprova pedido de uso emergencial da vacina da Johnson & Johnson

A aprovação aconteceu durante votação dos diretores da Agência, nesta quarta-feira (31)

Johnson & Johnson
Legenda: O governo federal anunciou a compra de 38 milhões de doses da vacina, cuja entrega está prevista para o segundo semestre
Foto: Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido de uso emergencial da vacina contra a Covid-19  do grupo Johnson & Johnson, nesta quarta-feira (31). A aprovação aconteceu durante a 5ª Reunião Extraordinária Pública de 2021.

Quatro diretores e o presidente da Anvisa foram favoráveis ao pedido, em uma aprovação unânime.

Neste mês, o governo federal anunciou a compra de 38 milhões de doses da vacina cuja entrega está prevista para o segundo semestre. Ainda não há previsão de parceria para produção nacional do imunizante. 

Na apresentação de Gustavo Mendes Lima Santos, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, ficou evidente que a vacina da Janssen mostrou-se eficaz para profilaxia em adultos acima de 18 anos em uma dose única de 0,5ml.

"É uma vacina que foi aprovada para uso emergencial em diversos países", disse, antes de a Diretoria Colegiada antes de aprovar a autorização temporária para uso emergencial.

Ele pontuou que ela não pode ser congelada, precisa ser protegida da luz e depois de o frasco ser aberto, é necessário utilizar em até seis horas, conservando entre 2ºC e 8ºC.

"Temos dados de que a vacina produziu anticorpos neutralizantes e induziu respostas celulares. Também tem respostas de neutralização do SARS-CoV-2 em 14 dias após a única dose", comentou.

Eficácia de 66%

A vacina tem eficácia de 66% para prevenir casos moderados e graves da Covid-19. A empresa anunciou os resultados na sexta-feira (29) e informou que o imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, considerada mais contagiosa.

O imunizante desenvolvido pela Johnson é o único em etapa avançada de testes com apenas uma dose e tem eficácia de 85% em formas graves da doença. Nenhuma pessoa vacinada morreu de coronavírus, segundo a empresa. 

Um termo de compromisso para complementação de estudos e novos dados foi firmado entre a Anvisa e a farmacêutica. Entre as dúvidas estão o tempo de duração da proteção do imunizante, a experiência limitada em mulheres grávidas, as incertezas sobre eficácia da vacina contra novas variantes do coronavírus e a ausência de evidências de que o imunizante previna a transmissão do SARS-CoV-2 de pessoa para pessoa. 

 

 

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