Rubio diz que EUA trabalharão com atuais líderes da Venezuela se eles tomarem a “decisão correta”

Segundo auxiliar do presidente estadunidense, colaboração só aconteceria se "decisões adequadas" fossem tomadas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 16:01)
Foto de Marco Rubio discursando.
Legenda: Marco Rubio foi o responsável pelas declarações.
Foto: Reprodução / X.

Os Estados Unidos afirmaram estar dispostos a cooperar com os líderes remanescentes da Venezuela, desde que adotem "a decisão correta". A declaração foi feita pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, neste domingo (4).

A manifestação ocorre um dia depois de o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ter sido capturado por autoridades dos Estados Unidos no sábado e levado para um centro de detenção em território norte-americano.

"Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem e vamos ver o que farão", declarou Rubio em entrevista à emissora americana CBS News.

O secretário acrescentou ainda: "Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão."

Segundo ele, é cedo para discutir a realização de eleições na Venezuela, afirmando que há "muito trabalho pela frente".

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Coreia do Norte e China reagiram à prisão

A prisão de Maduro pelos EUA gerou manifestações de países aliados da Venezuela no dia seguinte. A Coreia do Norte declarou que as ações dos Estados Unidos contra o país sul-americano representam a "forma mais grave de violação de soberania".

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano disse acompanhar com atenção a gravidade da situação na Venezuela, atribuída ao "ato de arbitragem dos EUA".

"O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA", afirmaram autoridades norte-coreanas. Para o governo de Pyongyang, o cenário atual na Venezuela resultou em uma "consequência catastrófica

Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, além de buscar uma solução para a crise no país por meio do diálogo e da negociação.

Em comunicado publicado em seu site, o ministério chinês afirmou que Washington também deveria assegurar a integridade física de Maduro e de sua esposa, sustentando que a deportação do casal violou o direito e as normas internacionais.

A China figura entre as principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que conflitos internos no país sejam resolvidos “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”

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