Robert Mueller, ex-diretor do FBI, morre aos 81 anos

Servidor por 12 anos ele foi figura central na investigação sobre a possível relação entre Trump e Rússia em 2016.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Robert Mueller, ex-diretor do FBI, saindo de uma porta de um tribunal com uma pasta preta na mão.
Legenda: Robert Mueller, anos após deixar a agência e atuar no setor privado, retornou ao serviço público em 2017.
Foto: Saul Loeb/AFP

O ex-diretor do FBI, Robert Mueller, morreu aos 81 anos, nesta sexta-feira (20). Ele esteve à frente do FBI durante um dos períodos mais conturbados da história americana. Em 2017, foi ele quem liderou a investigação sobre a interferência russa nas eleições do ano anterior e a possível ligação com Donald Trump.

A notícia da sua morte foi inicialmente veiculada pela agência de notícias AP e, posteriormente, ratificada por seus familiares por meio de um comunicado oficial emitido neste sábado (21).

A trajetória de Mueller no comando da polícia federal dos Estados Unidos começou em um momento crítico, assumindo o posto apenas uma semana antes dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Sob sua gestão, iniciada por indicação do então presidente George W. Bush, o FBI passou por uma transformação profunda, reorientando suas prioridades para o combate ao terrorismo global.

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Histórico de trabalho

Mueller serviu por 12 anos, tornando-se o segundo diretor com mais tempo de permanência no cargo, na história da agência, superado apenas por J. Edgar Hoover. Ele chegou a estender seu mandato por mais dois anos a pedido do sucessor de Bush, Barack Obama.

Anos após deixar a agência e atuar no setor privado, Mueller retornou ao serviço público em 2017. Na ocasião, o Departamento de Justiça o nomeou como procurador especial para apurar se houve coordenação entre a campanha de Donald Trump e o governo da Rússia para influenciar o resultado do pleito presidencial anterior.

O trabalho de sua equipe, que se estendeu por quase dois anos, resultou em processos criminais contra seis figuras próximas ao ex-presidente Trump, incluindo nomes de alto escalão como seu primeiro assessor de segurança nacional.

Concluída em 2019, a investigação gerou um relatório de centenas de páginas que, embora tenha documentado diversos contatos entre a equipe de Trump e representantes russos, não encontrou provas suficientes para sustentar a tese de uma conspiração criminosa entre as partes.

No comunicado enviado à imprensa, a família de Mueller expressou profunda tristeza pelo seu falecimento e solicitou que sua privacidade fosse respeitada neste momento.