Donald Trump concede indulto a 73 pessoas, entre elas ex-conselheiro Steve Bannon e rapper Lil Wayne

Também receberam indulto colaboradores de campanha e associados condenados; Joe Biden toma posse nesta quarta-feira (20)

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Legenda: Em suas últimas horas como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump concedeu indulto a ex-estrategista Steve Bannon
Foto: Brendan Smialowski / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu indulto a 73 pessoas nesta quarta-feira (20), incluindo seu ex-conselheiro Steve Bannon, conforme anunciou a Casa Branca, a poucas horas do fim do mandato do republicano.

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"O presidente Donald J. Trump concedeu perdão a 73 pessoas e comutou as sentenças de outras 70", disse a Casa Branca em um comunicado.

Nem Trump, nem nenhum de seus filhos estão na lista de indultados, uma possibilidade sobre a qual a imprensa estadunidense especulou bastante nos últimos dias.

Steve Bannon, de 66 anos, foi perdoado após ser acusado de fraudar cidadãos que doaram dinheiro para construir um muro na fronteira com o México, um dos principais projetos de Trump.

Bannon foi um dos arquitetos da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016. Depois de alguns meses no governo, foi afastado de suas funções pelo presidente. 

"Bannon tem sido um líder importante no movimento conservador e é conhecido por sua perspicácia política", acrescenta a nota divulgada pela Casa Branca.

O indulto a Bannon já havia sido antecipado por vários jornais americanos. Citando funcionários da Presidência, o jornal The New York Times afirmou que Trump tomou sua decisão depois de falar com Bannon por telefone.

O perdão presidencial anularia as acusações contra Steve Bannon, caso ele fosse condenado, disse o jornal.

Elliott Broidy, ex-arrecadador de fundos para Trump, também foi perdoado, depois de se declarar culpado, no ano passado, por violar a lei de lobby. 

O rapper Lil Wayne, que no mês passado se declarou culpado de posse de arma de fogo e munição - casos passíveis de pena de até dez anos de prisão - também está na lista de indultos.

Nos últimos meses, Trump perdoou outras pessoas, incluindo alguns colaboradores e associados condenados no âmbito da investigação de um possível conluio de sua equipe de campanha com a Rússia, em 2016.

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