Deputados republicanos acionam Congresso e pedem apuração sobre show de Bad Bunny no Super Bowl

Parlamentares acusam NFL e NBC de exibirem conteúdo “sexualmente explícito” durante apresentação no intervalo.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Fotografia de plano inteiro do cantor Bad Bunny durante uma performance ao vivo. Ele aparece no centro da imagem, vestindo um conjunto monocromático bege composto por calças largas e uma camisa de estilo esportivo com o número 64 bordado no peito. O artista está com as pernas arqueadas, mãos unidas à frente do corpo e expressão facial intensa, com a boca aberta como se estivesse cantando. O fundo está desfocado, exibindo luzes coloridas e a silhueta de uma grande plateia em um estádio.
Legenda: Show de Bad Bunny no intervalo da NFL foi criticado por deputados republicanos.
Foto: Reprodução/X.

A apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, no último domingo (8), virou alvo de reação no Congresso dos Estados Unidos. O deputado republicano Andy Ogles solicitou formalmente a abertura de uma investigação contra a NFL e a NBCUniversal, alegando que o espetáculo exibido na transmissão teria ultrapassado limites considerados aceitáveis para a TV aberta.

Em publicação na rede X, na noite de segunda-feira (10), Ogles divulgou uma carta encaminhada ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes. No documento, ele pede apuração sobre o que definiu como "uma performance dominada por temas líricos sexualmente explícitos e coreografia sugestiva".

O parlamentar classificou o show como "pura obscenidade" e afirmou que a apresentação incluiu "atos sexuais gays explícitos, mulheres rebolando provocativamente e Bad Bunny agarrando a própria virilha enquanto simulava atos sexuais".

Entre os pontos citados, Ogles mencionou músicas conhecidas do repertório do artista, como “Safaera” e “Yo Perreo Sola”, argumentando que as letras trazem referências de cunho sexual. Apesar disso, durante o espetáculo televisionado, Bad Bunny interpretou apenas trechos de “Safaera”, sem incluir as partes mais explícitas da canção.

Na carta, o deputado sustenta ser improvável que a liga esportiva e a emissora desconhecessem previamente o conteúdo da apresentação. "Esses atos flagrantes e indecentes são ilegais nas transmissões públicas", escreveu Ogles. "A cultura americana não será ridicularizada ou corrompida sem consequências". Em outra publicação, ele afirmou que o show seria "prova conclusiva de que Porto Rico nunca deveria se tornar um Estado".

Outro congressista republicano, Randy Fine, também se posicionou contra o espetáculo, classificando-o como "ilegal". Ele declarou que pretende encaminhar uma carta ao presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, solicitando "medidas drásticas", como aplicação de multas e eventual revisão de licenças de transmissão.

Antes mesmo da apresentação, grupos conservadores já articulavam uma reação cultural. O Turning Point USA, por exemplo, promoveu uma programação paralela anunciada como celebração de “fé, família e liberdade”, direcionada ao público ligado ao movimento MAGA.

O evento contou com show de Kid Rock, apoiador de Donald Trump, que apresentou a música “Bawitdaba”, cuja letra menciona “dançarinas topless” e “prostitutas” em Hollywood. Outra canção do artista, frequentemente alvo de críticas por referências a menores de idade, não foi incluída no repertório da noite.

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