Quem é a mulher acusada de ligação com o narcotráfico e que deve seguir presa no Ceará após flagrante no aeroporto
A Justiça manteve a prisão de mulher flagrada com oito quilos de drogas escondidos na mala

Presa em flagrante em posse de drogas ao desembarcar no Aeroporto de Fortaleza, a amazonense Keitiane Mota de Souza deve continuar detida no Ceará. Keitiane foi acusada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) de ter envolvimento com o narcotráfico e agora tenta sair do presídio para ir à prisão domiciliar alegando que precisa cuidar dos filhos pequenos.
A reportagem obteve documentos relativos à investigação. Na decisão mais recente proferida em 2º Grau no Tribunal de Justiça Estadual, o desembargador Mário Parente Teófilo Neto considerou insuficientes as provas quanto à necessidade de cuidados especiais com as crianças e disse que a prisão preventiva foi decretada com base em indícios concretos, "bem como na gravidade da conduta evidenciada pela expressiva quantidade de droga apreendida".
No último mês de fevereiro, ainda em 1º Grau no TJCE, o juiz da 1ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas disse que "a verdade é que a acusada não se preocupou com o bem-estar dos filhos menores, porquanto os deixou sob os cuidados de terceiros para viajar a este estado, cometendo graves delitos". O advogado da suspeita não foi localizado pela reportagem.
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ABORDADA EM FISCALIZAÇÃO DE ROTINA
Keitiane foi presa no dia 28 de janeiro de 2025, no Aeroporto de Fortaleza. Conforme documentos que a reportagem teve acesso, houve fiscalização de rotina nas bagagens dos passageiros oriundos de Manaus, Amazonas, com utilização de scanner do próprio aeroporto.
Quando a bagagem da mulher passou pelo aparelho foi identificado "um material que comprometeu completamente a visibilidade do conteúdo da mala". Os oito quilos de drogas estavam embalados em sete tabletes.
As substâncias foram submetidas a narcoteste, tendo sido constatado que se tratavam de maconha. De acordo com a denúncia do MPCE, ao ser inquirida, Keitiane confessou o crime alegando que foi contratada para transportar a droga até o Ceará.
O entorpecente seria entregue na saída do aeroporto, mas, segundo a acusada, só quando desembarcasse é que ela saberia o destinatário.
PRISÃO
A defesa argumenta que a manutenção da prisão gera um grave constrangimento à mulher e que ela tem cinco filhos.
Segundo a decisão em 2º Grau, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) da última sexta-feira (28), a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares não se mostra suficiente neste caso, "ante o risco de reiteração delitiva e a necessidade de garantia da ordem pública".
A defesa apelou novamente entrando com um 'recurso ordinário constitucional' em desfavor da decisão do colegiado do TJCE dizendo que a mulher não usou de violência ou grave ameaça para cometer o crime.
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