Policial preso por agredir mulher e outros 16 agentes são absolvidos no Ceará

O policial foi preso em flagrante foi preso e solto horas depois, quando passou por audiência de custódia.

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Redação producaodiario@svm.com.br
fachada da cgd controladoria viaturas da policia militar.
Legenda: A Controladoria considerou a insuficiência de provas quanto ao cometimento das faltas disciplinares.
Foto: Fabiane de Paula.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) absolveu 17 policiais no Ceará investigados administrativamente por crimes diversos. As decisões foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa quarta-feira (14).

Um dos absolvidos é um policial penal preso em flagrante por agredir ou injuriar a esposa. O caso foi registrado em Beberibe e o nome do suspeito será preservado nesta reportagem por se tratar de caso de violência doméstica com vítima sobrevivente.

De acordo com documentos a que a reportagem teve acesso, o casal discutiu devido aos afazeres domésticos. Durante a discussão, o policial penal teria chamado a  mulher de 'pilantra', 'merda', 'lixo' e 'pistoleira'. O homem ainda teria partido para cima da mulher, a empurrado e dado um tapa na cara dela.

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A vítima pediu medida protetiva contra o agente. O suspeito disse às autoridades que discutiu com a esposa, a xingou, mas nega ter a agredido.

A Controladoria considerou a insuficiência de provas quanto ao cometimento das faltas disciplinares.

O homem foi preso no dia 21 de novembro de 2024 e solto horas depois, quando passou por audiência de custódia. O Judiciário decidiu conceder a liberdade provisória com a aplicação de medidas cautelares, como proibição de se aproximar da vítima e suspensão do porte de arma de fogo.

A CGD destaca que o policial ainda não chegou a ser indiciado ou denunciado e que pode haver instauração de uma nova investigação caso surjam mais provas.

AGENTES ABSOLVIDOS

Outros 16 policiais (dentre eles penal, militar e civil) também foram absolvidos em casos diversos "com fundamento na inexistência de provas suficientes para a condenação em relação às transgressões constantes na Portaria inicial".

São eles, mais cinco policiais penais; quatro PMs; e sete investigadores da Polícia Civil.

 

 

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