MP denuncia homem por latrocínio de vendedora assassinada e enterrada em matagal em Icapuí, Ceará
O acusado foi preso no Centro de Mossoró
O Ministério Público do Ceará (MPCE) enviou à Justiça nessa sexta-feira (21) denúncia contra Francisco Ruan dos Anjos Alves, pelo crime de latrocínio. A vítima, a vendedora Maria Elisângela Lima do Nascimento, de 36 anos, foi assassinada a tiros de espingarda e teve o corpo enterrado em uma cova rasa, próximo à praia da Redonda, em Icapuí, litoral do Ceará.
Conforme o MP, a vítima residia na cidade de Aracati e, no dia dos fatos, foi a Icapuí "para comercializar produtos de beleza quando foi surpreendida, em emboscada, pelo denunciado, que anunciou o assalto".
No momento do crime, Francisco estava com tornozeleira eletrônica, colocada como medida cautelar desde dezembro de 2024. O assassinato teria acontecido para que o suspeito levasse a motocicleta e o celular da vítima.
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Ainda segundo a acusação, assinada pela 2ª Promotoria de Justiça de Aracati, depois de cometer o crime, "Ruan Alves levou o corpo da vítima para ser enterrado em um matagal na Serra da Redonda e depois foi para a casa onde reside, em Mossoró, no Rio Grande do Norte".
No dia 10 de fevereiro, um dia antes do corpo ser encontrado, a família da vendedora registrou Boletim de Ocorrência e divulgou o desaparecimento dela.
"Na madrugada de 11 de fevereiro, o corpo dela foi localizado pelos próprios familiares. Com as buscas pelo suspeito, horas depois os pertences da mulher foram encontrados na casa da companheira do denunciado, na zona rural de Mossoró.
O Ministério Público conta que o denunciado chegou a fugir em um táxi para a área urbana de Mossoró, onde retirou a tornozeleira eletrônica.
"Na tarde desse mesmo dia, ele foi preso no Centro de Mossoró, por meio de um trabalho conjunto entre as Polícias do Ceará e do Rio Grande do Norte. Ele já tinha sido preso por tráfico de drogas e violência doméstica", disse a promotoria.
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Avô do suspeito era cliente da vítima
Um familiar relatou ao Diário do Nordeste que Elisângela costumava frequentar a região para comercializar seus produtos, pois tinha diversos clientes no local. Entre eles, estava o avô do homem que confessou o crime, um cliente fiel da vítima.
Conhecidos da vítima já haviam alertado para ela evitar ir sozinha à localidade, pois a família do suspeito era conhecida na região por ser perigosa.
No dia do crime, Elisângela saiu para realizar uma entrega na casa do suspeito. Quando o marido notou que ela não havia retornado, inicialmente não suspeitou de um acidente, pois, caso algo tivesse acontecido na estrada, a informação já teria se espalhado. Preocupado com o sumiço, ele e outros conhecidos iniciaram buscas e acabaram encontrando o corpo.