Motorista é preso por vender e aplicar testes rápidos para Covid-19 de forma irregular na Capital

A Polícia apreendeu ainda 100 kits para exames com o homem, de acordo com a SSPDS

Legenda: A Polícia apreendeu cinco caixas de testes rápidos para a Covid-19 dentro do veículo dirigido pelo suspeito.
Foto: Divulgação/SSPDS

Um motorista de 35 anos foi preso, no último sábado (23), por suspeita de vender e aplicar de forma irregular testes rápidos para a Covid-19 no bairro Aeroporto, em Fortaleza. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), com Anderson Cleiton Otaviana de Almeida, foram apreendidas cinco caixas de testes rápidos, contendo 100 kits para exames, ao todo.

Conforme a Pasta, após a Delegacia de Combate a Corrupção (Decor), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), receber uma denúncia sobre Anderson Cleiton, uma equipe policial foi em busca do suspeito. Ao ser encontrado em um trecho da Avenida Borges de Melo, os agentes abordaram o motorista. No veículo, utilizado para fazer as entregas, foi encontrado o material.

Segundo o Órgão, ao ser encaminhado para a Decor, Anderson, que não tinha antecedentes criminais, confessou a ação ilegal e foi autuado por crime contra a incolumidade pública, com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão e multa.

A Pasta informou ainda que a Polícia Civil continua investigando o caso e analisando outras denúncias com “o intuito de localizar outros partícipes dessas ações criminosas”. 

Dupla presa ao vender testes por Whatsapp

No início da noite da última terça-feira (19), a Secretaria informou também a prisão de uma dupla suspeita de negociar testes rápidos para a Covid-19 por meio do Whatsapp em Fortaleza. Nessa ação, a Decor prendeu uma auxiliar de enfermagem, de 42 anos, responsável pela aplicação dos testes, e um homem de 36 anps, que realizava a venda do produto irregular pelo aplicativo de mensagens. 

Após a prisão da dupla, a Polícia apreendeu ainda 24 caixas de testes rápidos para Covid-19, contendo 458 kits e uma nota fiscal emitida por uma distribuidora de medicamentos no valor de R$ 350 mil, em uma empresa de factoring, que trabalha com a aquisição de créditos.  

Os dois suspeitos, conforme a Secretaria, foram levados à delegacia e autuados também por crime contra a incolumidade pública.