Morador morto em invasão à Comunidade das Quadras não era alvo do crime; suspeito é preso

O jovem investigado pela ação criminosa já responde a um ato infracional análogo a um crime de homicídio ocorrido também na Comunidade das Quadras

Polícia Militar na Comunidade das Quadras, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no Ceará
Legenda: Outra pessoa que também participou do delito que tirou a vida de Oscar de Assis foi identificada pelos policiais civis. O nome, no entanto, não foi revelado pela titular da 1ª Delegacia
Foto: Rafaela Duarte

Um suspeito de ter assassinado um morador da Comunidade das Quadras, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de segunda-feira (22), durante uma invasão ao local, foi preso em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, a vítima não era o verdadeiro alvo dos criminosos.

Segundo a delegada titular Patrícia Senna, da 1ª Delegacia do Departamento de Homicídios, Kevyn Mesquita Barros, de 18 anos, foi capturado no bairro Cocó, na terça-feira (23), por participar da ação criminosa que resultou na morte de Oscar de Assis dos Santos, de 27 anos.

Também conforme a delegada, Kevyn Mesquita, que já responde na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) a um ato infracional análogo ao crime de homicídio de um homem identificado como Francisco Reinaldo, também na Comunidade das Quadras, em maio deste ano, foi autuado por homicídio qualificado.

Outra pessoa que também participou do delito que tirou a vida de Oscar de Assis foi identificada pelos policiais civis. O nome, no entanto, não foi revelado pela titular da 1ª Delegacia.

Na noite em que aconteceu a invasão, a vítima estava na calçada de casa conversando com outras pessoas quando os criminosos chegaram citando o nome de uma facção criminosa e efetuando disparos de arma de fogo, de acordo com Patrícia Senna.

'Disputa descabida'

De acordo com ela, a motivação é uma "disputa descabida" que vem ocorrendo na Comunidade das Quadras, local que Kevyn Mesquita "vem tentando invadir".

"Eles [criminosos] querem localizar os inimigos que alegam ter, chegam atirando e não querem saber se tem cidadão. Mas tingindo um dos alvos, eles [criminosos] já comemoram. Ninguém que pertencer à facção criminosa vai ficar impune", assevera a delegada.

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